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A Acadêmicos de Niterói abriu o Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro com o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, em uma apresentação sobre a trajetória do presidente.
O samba repetiu o nome do petista 72 vezes e trouxe slogans conhecidos em suas campanhas como "o amor venceu o medo".
O desfile foi transmitido em rede nacional pela TV Globo e pela estatal TV Brasil e contou com a presença do próprio Lula na pista ao término do desfile.
DINHEIRO PÚBLICO BANCA PROPAGANDA DO PT NO CARNAVAL
O que deveria ser cultura virou palanque. Um desfile de escola de samba foi usado para exaltar Lula, com elementos claros de propaganda política antecipada, slogans, referências eleitorais e ataques a Jair Bolsonaro e à fé… pic.twitter.com/6fNKKDSqY3
Antes mesmo do início, a homenagem já era alvo de ações judiciais que questionavam o uso de cerca de R$1 milhão em verba pública para o que a oposição classificou como propaganda eleitoral antecipada.
Exaltação a Lula e ataques à oposição
A escola percorreu a história de Lula desde sua origem como retirante nordestino até a chegada à Presidência, incluindo passagens como a transmissão da faixa por Dilma Rousseff.
No entanto, o tom celebrativo dividiu espaço com sátiras contundentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Alegorias retrataram o ex-mandatário com trajes militares e nariz de palhaço, além de um boneco gigante com vestes de presidiário e tornozeleira eletrônica.
Alegoria dos acadêmicos de Niterói. Imagem: Estadão.
Em outro momento, novamente uma cena com o palhaço Bozo sendo detido por uma um representação de Alexandre de Moraes.
As críticas se estenderam a setores como o agronegócio, grupos conservadores e até ao presidente americano Donald Trump.
A Ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro rebateu as imagens publicamente, afirmando que o registro histórico de prisão por corrupção pertence ao atual presidente, e não ao seu marido.
Postagem de Michelle Bolsonaro. Imagem: reprodução.
Questionamento da oposição
Dias antes do desfile, o partido Missão e Novo argumentaram que a apresentação seriam mais do que liberdade artística.
Os parlamentares apontaram o uso de jingles de campanha, menções ao número 13, usado pelo partido de Lula, e referências ao cenário político de 2022 como evidências de uma peça de pré-campanha ilegal.
O argumento central era que o financiamento público de R$12 milhões destinado ao Carnaval não poderia subsidiar promoções político-partidárias.
Apesar dos questionamentos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve uma posição unânime. Os sete juízes da Corte rejeitaram os requerimentos, defendendo o direito da escola de realizar a homenagem.
Para os magistrados, a manifestação cultural da agremiação prevaleceu sobre as teses de irregularidade eleitoral, permitindo que a Acadêmicos de Niterói levasse sua mensagem à avenida sob o olhar de milhões de brasileiros.
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