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Atualidades
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Homenagem a Lula e sátiras a Bolsonaro: confira como foi o desfile sobre o presidente

Com jingles e slogans de campanhas de Lula, escola trouxe a trajetória do presidente para a avenida.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
16/2/2026 17:21
Eduardo Hollanda

A Acadêmicos de Niterói abriu o Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro com o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, em uma apresentação sobre a trajetória do presidente.

O samba repetiu o nome do petista 72 vezes e trouxe slogans conhecidos em suas campanhas como "o amor venceu o medo".

O desfile foi transmitido em rede nacional pela TV Globo e pela estatal TV Brasil e contou com a presença do próprio Lula na pista ao término do desfile.

Antes mesmo do início, a homenagem já era alvo de ações judiciais que questionavam o uso de cerca de R$1 milhão em verba pública para o que a oposição classificou como propaganda eleitoral antecipada.

Exaltação a Lula e ataques à oposição

A escola percorreu a história de Lula desde sua origem como retirante nordestino até a chegada à Presidência, incluindo passagens como a transmissão da faixa por Dilma Rousseff.

No entanto, o tom celebrativo dividiu espaço com sátiras contundentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Alegorias retrataram o ex-mandatário com trajes militares e nariz de palhaço, além de um boneco gigante com vestes de presidiário e tornozeleira eletrônica.

Alegoria dos acadêmicos de Niterói. Imagem: Estadão.

Em outro momento, novamente uma cena com o palhaço Bozo sendo detido por uma um representação de Alexandre de Moraes.

As críticas se estenderam a setores como o agronegócio, grupos conservadores e até ao presidente americano Donald Trump.

https://x.com/NewsLiberdade/status/2023435813388963996

A Ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro rebateu as imagens publicamente, afirmando que o registro histórico de prisão por corrupção pertence ao atual presidente, e não ao seu marido.

Postagem de Michelle Bolsonaro. Imagem: reprodução.

Questionamento da oposição

Dias antes do desfile, o partido Missão e Novo argumentaram que a apresentação seriam mais do que liberdade artística.

Os parlamentares apontaram o uso de jingles de campanha, menções ao número 13, usado pelo partido de Lula, e referências ao cenário político de 2022 como evidências de uma peça de pré-campanha ilegal.

O argumento central era que o financiamento público de R$12 milhões destinado ao Carnaval não poderia subsidiar promoções político-partidárias.

Apesar dos questionamentos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve uma posição unânime. Os sete juízes da Corte rejeitaram os requerimentos, defendendo o direito da escola de realizar a homenagem.

Para os magistrados, a manifestação cultural da agremiação prevaleceu sobre as teses de irregularidade eleitoral, permitindo que a Acadêmicos de Niterói levasse sua mensagem à avenida sob o olhar de milhões de brasileiros.

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