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O clima nos bastidores do STF atingiu mais um nível de tensão após a reunião sigilosa que resultou na saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Banco Master.
De acordo com informações publicadas pela colunista Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, os ministros da Corte estão convencidos de que foram gravados durante o reunião fechada.
A suspeita começou depois que o site Poder360 publicou uma reportagem detalhando, com precisão, as falas de cada magistrado durante a sessão.
O fato de as conversas terem sido publicadas com tantos detalhes, incluindo interrupções e reações na hora, deixou os ministros incomodados. Para eles, a confiança entre o grupo foi quebrada de um jeito nunca visto antes.
Procurado, Dias Toffoli negou ter gravado ou vazado qualquer conteúdo.
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Tom de preservação e críticas à PF
A reportagem, o Poder360 revelou que o ambiente da reunião foi marcado por um tom de autopreservação e críticas à Polícia Federal.
Embora Toffoli tenha deixado o cargo, o placar interno era favorável ao ministro, com oito votos contra apenas dois que sinalizavam a saída, os de Edson Fachin e Cármen Lúcia.
Durante o debate, ministros como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes teriam classificado a atuação da PF como um "revide" ou uma "investigação ilegal" por ter mirado um membro do Supremo sem autorização prévia.
Flávio Dino e Cristiano Zanin também teriam sido incisivos ao rotular o relatório de 200 páginas da polícia como um "lixo jurídico" que não deveria fundamentar uma suspeição.
Um dos pontos mais sensíveis do vazamento envolve a fala da ministra Cármen Lúcia, que teria argumentado sobre a necessidade de "sacrificar" a permanência de Toffoli no caso para proteger a imagem da instituição.
Segundo o relato, a ministra mencionou que a percepção popular sobre o Supremo é negativa e que a Corte não poderia continuar "sangrando" diante da opinião pública.
Outros ministros, como Luiz Fux e Nunes Marques, reforçaram que a palavra de Toffoli possui fé pública e que aceitar o pedido da PF criaria um precedente perigoso, onde juízes passariam a ser intimidados por delegados locais.
Toffoli negou ter gravado ou vazado algum conteúdo
Dias Toffoli reagiu com indignação às suspeitas de que teria gravado os próprios colegas.
Em declarações à Folha de S.Paulo, o ministro classificou as acusações como "absolutamente inverídicas" e afirmou que jamais registrou conversas privadas ou institucionais em toda a sua vida.
Ele chegou a levantar a hipótese de que a gravação pudesse ter partido de algum funcionário da área técnica da Corte. Apesar da negativa, Mônica Bergamo afirma que o suposto vazamento causou perplexidade no tribunal.
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