As principais notícias todos os dias em seu e-mail
Garanta o próximo envio:
00
D
00
H
00
M
00
S
January 7, 2026
RECEBER DE GRAÇA
This is some text inside of a div block.
3
min de leitura

Heading

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Suspendisse varius enim in eros elementum tristique. Duis cursus, mi quis viverra ornare, eros dolor interdum nulla, ut commodo diam libero vitae erat. Aenean faucibus nibh et justo cursus id rutrum lorem imperdiet. Nunc ut sem vitae risus tristique posuere.

Por
This is some text inside of a div block.
Publicado em
This is some text inside of a div block.
This is some text inside of a div block.
Política
3
min de leitura

Apesar da proximidade com Lula, Macron é contra o acordo entre União Europeia e Mercosul

Documento promete reduzir tarifas e criar um mercado comum com 718 milhões de consumidores.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
9/1/2026 16:55
Portal Gov

Desde o início do mandato de Lula, em 2023, o presidente Francês, Emmanuel Macron, tem buscado se aproximar do governo brasileiro.

Um dos momentos mais marcantes dessa aproximação diplomática foi o ensaio fotográfico dos dois chefes de Estado andando de mãos dadas na Floresta Amazônica.

Uma das fotos do ensaio. Imagem: Reprodução.

As imagens viralizaram nas redes sociais, dando origem a uma série de memes. A relação chegou a ser classificada como um “bromance” diplomático.

Apesar dos dois demonstrarem uma relação de amizade pessoal, a França tem sido um dos principais opositores ao acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul.

O acordo prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação entre a UE e o Mercosul.

Caso seja aprovado, o tratado deverá reunir cerca de 718 milhões de consumidores e um PIB conjunto estimado em US$22 trilhões, equivalente a R$117,7 trilhões.

O acordo vem sendo negociado há aproximadamente 26 anos e foi aprovado pelo Conselho Europeu hoje (9).

A França votou contra o avanço no projeto, juntamente com uma série de países como: 

  • Polônia
  • Áustria
  • Hungria
  • Irlanda

Por que Macron se opõe ao acordo com o Mercosul?

A principal crítica do governo francês é que o acordo pode prejudicar seus produtores rurais ao permitir a entrada de produtos sul-americanos no mercado europeu.

Os países do Mercosul têm uma grande produção agrícola e suas exportações tendem a ser mais baratas do que a nacional

Agricultores franceses têm pressionado o governo e feito protestos contra a assinatura do acordo.

Em uma ação, eles chegaram a despejar esterco na casa de praia de Macron. A categoria também tem utilizado seus tratores para travar as ruas.

Conheça o lado pouco falado pela mídia do polêmico presidente francês com o especial de Face Oculta. Clique aqui para assistir.

A oposição francesa também está buscando derrubar o governo após a aprovação do acordo no Conselho Europeu.

O partido de esquerda França Insubmissa entrou com uma moção de censura, instrumento que demonstra falta de confiança no governo e pode forçar a renúncia do primeiro-ministro e do gabinete.

A sigla de direita Reunião Francesa, de Marie Le Pen, também afirmou que deverá apresentar uma moção semelhante.

A França pode impedir o acordo?

Na próxima semana, os países do Mercosul deverão assinar o tratado formalmente durante uma reunião no Paraguai, que atualmente preside o bloco.

O passo seguinte é a ratificação no Parlamento Europeu, etapa que está prevista para acontecer até maio do ano que vem.

Uma vez que o órgão aprove o acordo, ele deverá ser votado internamente pelo legislativo dos 27 países da União Europeia.

No entanto, a França não pode barrar o acordo, já que o Legislativo de cada país analisa questões como normas ambientais e cooperação política. A parte comercial é de competência do bloco. 

Apesar disso, a ministra da Agricultura da França, Annie Genevard, afirmou que pode tomar medidas unilaterais caso a agricultura e pecuária do país se sintam ameaçados:

"A França fez-se ouvir… Não hesitaremos em adotar unilateralmente uma série de medidas assim que considerarmos que nossos setores estão em perigo".

O jornalismo da Brasil Paralelo existe graças aos nossos membros

Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa. 

Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos. 

Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo. 

Clique aqui.

Relacionadas

Todas

Exclusivo para membros

Ver mais