Em uma conversa na Universidade de São Paulo, uma estudante resumiu o dilema de uma geração de engenheiros: "Eu gosto do curso, mas todo mundo diz que o melhor é atuar no mercado financeiro".
Essa frase expõe um problema estrutural. O Brasil é capaz de formar profissionais qualificados, mas falha em oferecer as condições para que a engenharia se sustente como escolha de carreira e projeto de desenvolvimento nacional.
De acordo com a Universidade de São Paulo, o Brasil vive um "apagão de engenheiros" ou que os jovens têm desinteresse por cursos difíceis.
No entanto, os dados da própria universidade mostram uma realidade diferente. Entre 2014 e 2022, houve uma queda em relação ao número de candidatos e de vagas em diversos cursos de engenharia.
A procura pelo diploma de engenheiro depende da saúde da economia: se as indústrias param de crescer e os investimentos diminuem, as vagas para estes profissionais somem.
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