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Acusados por estupro coletivo em Copacabana fugiram após judiciário negar urgência na prisão

Para o delegado do caso, demora na decisão e acesso da defesa ao processo destruíram o "efeito surpresa" da operação.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
3/3/2026 16:15
Reprodução

O que deveria ser uma resposta rápida a um crime de estupro acabou esbarrando na burocracia do Judiciário do Rio de Janeiro.

A Polícia Civil do investiga o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos ocorrido em 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana.

No entanto, as ordens de prisão só foram emitidas na última sexta-feira, 27 de fevereiro, três semanas após o pedido inicial da polícia.

O delegado Ângelo Lages revelou que a polícia fez o pedido das prisões e mandados de busca e apreensão ainda durante o plantão judiciário, em 6 de fevereiro.

Na ocasião, porém, o magistrado de plantão entendeu que o caso não era urgente, iniciando um processo que levou 20 dias.

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A investigação da polícia foi rápida, mas o processo empacou no Judiciário. Após o plantão negar a urgência, o caso passou por duas varas diferentes antes de chegar à especializada.

Esse "vai e vem" de documentos deu tempo suficiente para que os advogados dos suspeitos acessassem o processo e soubessem dos planos de prisão antes da polícia chegar às ruas.

Quando os agentes finalmente foram às ruas para cumprir os mandados no sábado (28), nenhum dos investigados foi encontrado em seus endereços.

Segundo o delegado Lages, a falta de sigilo e a demora na decisão permitiram que os suspeitos deixassem suas residências antes da polícia chegar.

Até o momento, dois suspeitos se entregaram nesta terça-feira (3), enquanto outros dois permanecem foragidos. Um adolescente também está envolvido e seu caso corre na Vara da Infância e da Juventude.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a jovem foi vítima de uma emboscada.

Embora tenha ido voluntariamente ao apartamento, a vítima foi categórica ao afirmar que não consentiu com a presença ou o contato de outras pessoas no local.

"O 'não' dela é muito precioso e importa", declarou a mãe da adolescente.

Relembre o caso

O crime começou com um convite de um colega de escola da vítima para um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana.

Segundo o inquérito, o jovem sugeriu que a adolescente levasse uma amiga, mas ela acabou indo sozinha. No elevador, ele avisou que outros amigos estariam no local e propôs "algo diferente", o que foi imediatamente recusado pela jovem.

Já no quarto, enquanto a vítima estava com o colega, outros quatro rapazes entraram no cômodo. A adolescente relatou que, sob pressão, permitiu apenas que eles observassem, desde que não a tocassem.

No entanto, o grupo ignorou a vontade da jovem e a forçou a praticar atos sexuais sob violência física, incluindo socos e chutes. Ela tentou fugir, mas foi impedida pelos agressores.

Quem são os investigados? A Polícia Civil indiciou quatro jovens de 18 e 19 anos por estupro coletivo: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho, Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin.

O adolescente que organizou o encontro também é investigado por ato infracional análogo ao crime, em um processo que corre separadamente na Vara da Infância e Juventude.

Agora, o foco da investigação é a apreensão dos celulares dos envolvidos. O delegado acredita que, além de possíveis vídeos do crime, as mensagens trocadas antes e depois do episódio serão fundamentais para consolidar a prova de que houve planejamento.

O Disque-Denúncia já divulgou um cartaz com os rostos dos procurados, e a expectativa é que os demais envolvidos se apresentem nesta quarta-feira, 4 de março.

Cartaz dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo. Foto: Divulgação/Disque Denúncia

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