O Supremo Tribunal Federal liberou a exibição da série documental “Escravos da Fé: Os Arautos do Evangelho”.
A decisão do ministro Flávio Dino anulou uma proibição imposta pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em dezembro de 2024, que impedia a Warner Bros. Discovery (dona da HBO Max) e a produtora Endemol Shine Brasil de exibirem a produção.
O principal ponto era o pedido do grupo religioso de que a HBO usasse informações secretas de uma investigação do Ministério Público de São Paulo.
O processo investiga denúncias graves de abusos físicos, sexuais e psicológicos que teriam ocorrido internamente.
Inicialmente, o STJ barrou o documentário para evitar o que chamou de "condenação popular" e para proteger a intimidade dos envolvidos.
No entanto, Flávio Dino derrubou essa proibição por considerar que ele funcionava como uma censura prévia, prática que é proibida pela Constituição brasileira.
Na visão de Dino, a Justiça não pode punir ou proibir uma obra antes mesmo de ela ser exibida com base apenas em suposições.
Para o ministro, se a série de fato cometer algum erro ou vazar dados sigilosos, a punição deve vir depois do lançamento, e não por meio de um veto antecipado.
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