This is some text inside of a div block.
3
min de leitura

Heading

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Suspendisse varius enim in eros elementum tristique. Duis cursus, mi quis viverra ornare, eros dolor interdum nulla, ut commodo diam libero vitae erat. Aenean faucibus nibh et justo cursus id rutrum lorem imperdiet. Nunc ut sem vitae risus tristique posuere.

Por
This is some text inside of a div block.
Publicado em
This is some text inside of a div block.
This is some text inside of a div block.
Atualidades
3
min de leitura

De falso assalto a espionagem: como funcionava o grupo "A Turma", usado por Vorcaro para intimidar seus inimigos?

Investigação aponta que empresário ordenou emboscada disfarçada de assalto para calar críticas e obstruir o trabalho da imprensa.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
4/3/2026 12:21
Reprodução

O ministro André Mendonça decretou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro após a identificar um plano para “quebrar os dentes” do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

De acordo com o magistrado, o empresário articulava uma ofensiva para "calar a voz da imprensa" e neutralizar opiniões críticas aos seus negócios.

As provas do complô foram extraídas de mensagens interceptadas no grupo de WhatsApp "A Turma", utilizado como base de operações para o esquema.

O grupo funcionava como uma espécie de milícia privada, criada por Vorcaro para conseguir informações e intimidar adversários:

Identificou-se a emissão de ordens diretas de Daniel Vorcaro para que fossem praticados atos de intimidação de pessoas (dentre as quais, concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas) que seriam vistas como prejudiciais aos interesses da organização, e com vistas à obstrução da Justiça”, escreveu Mendonça.

O ministro André Mendonça determinou a prisão preventiva de parte dos envolvidos. Entre os citados por integrar o grupo criminoso estão:

  • Daniel Bueno Vorcaro;
  • Fabiano Campos Zettel;
  • Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, ou “Sicário”;
  • Marilson Roseno da Silva;
  • Paulo Sérgio Neves de Souza;
  • Belline Santana;
  • Leonardo Augusto Furtado Palhares;
  • Ana Claudia Queiroz de Paiva;
  • Empresas também tiveram atividades suspensas.

A decisão do ministro André Mendonça detalha a estrutura da organização, dividida em dois núcleos: o operacional, encarregado das intimidações e vigilância, e o de apoio técnico e corrupção.

Apontado como líder, Daniel Vorcaro definia desde as estratégias financeiras do Banco Master até as ações de coação.

Segundo a investigação, ele ordenava diretamente que o grupo 'A Turma' monitorasse e intimidasse desafetos e concorrentes."

  • Este é mais um desdobramento envolvendo o Banco Master, cujos detalhes se perdem em meio a tantas manchetes. A Brasil Paralelo explica tudo o que está por trás desse cenário em sua nova produção: Raio-X Banco Master. Clique aqui e saiba mais.

Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”

Conhecido como "Felipe Mourão" ou pelo apelido de “Sicário”, ele era o coordenador da milícia privada.

Sua função era executar as ordens de vigilância, extração ilegal de dados e intimidação física.

É nas conversas entre Mourão e Vorcaro que surge o plano mais grave revelado pela PF: a emboscada contra o colunista Lauro Jardim.

Confira a transcrição das mensagens interceptadas:

“MOURÃO: Esse Lauro Jardim bate cartão todo domingo? hrs hein. Lanço uma nova sua? Positiva.
DV: Sim.
MOURÃO: Cara es*****.
DV: Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele.
MOURÃO: Vou fazer isto.
(…)
DV: Esse lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”.

Marilson Roseno da Silva

Policial Federal aposentado, Marilson é descrito na investigação como peça-chave da “Turma”.

Ele utilizava sua experiência e contatos internos para obter informações sigilosas e realizar vigilância clandestina de alvos definidos pela liderança do grupo.

Fabiano Campos Zettel

Zettel é apontado como a peça-chave para fazer o dinheiro do esquema girar. Sua função era intermediar e organizar os pagamentos do grupo, criando mecanismos para que as transferências financeiras acontecessem.

Além disso, ele estruturava contratos falsos para dar uma aparência de legalidade aos repasses de dinheiro, justificando formalmente as movimentações da organização.

Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana

Ambos ocuparam cargos de alto escalão no Banco Central (ex-diretor de fiscalização e ex-chefe de departamento, respectivamente). Segundo a PF, atuavam como consultores informais de Vorcaro. Eles são acusados de:

  • Antecipar informações sobre fiscalizações futuras;
  • Revisar documentos que o Banco Master enviaria ao próprio Bacen;
  • Reunir-se fora das instalações oficiais para orientar o posicionamento do banco perante o órgão regulador.

Leonardo Palhares e Ana Claudia de Paiva

Leonardo Palhares, administrador da Varajo Consultoria, é apontado como o responsável por assinar contratos fictícios (como projetos de estudos técnicos) para dar aparência legal aos repasses feitos a servidores, como Belline Santana.

Já Ana Claudia de Paiva, sócia da Super Empreendimentos, operava as transferências que sustentavam financeiramente a estrutura da organização.

Empresas com atividades suspensas

Como forma de estancar a movimentação financeira do grupo, o ministro André Mendonça determinou a suspensão imediata de cinco empresas usadas no esquema de contratos simulados:

  • Varajo Consultoria
  • Moriah Asset
  • Super Empreendimentos
  • King Participações Imobiliárias
  • King Motors

Para garantir que o grupo investigado não continue movimentando ativos ilícitos, o STF determinou o sequestro e bloqueio de bens no montante de até R$ 22 bilhões.

A prisão de Vorcaro acontece exatamente no dia em que ele era aguardado para depor na CPI do Crime Organizado, em Brasília.

A defesa do banqueiro nega as acusações e diz que o "O empresário sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça",

Este é mais um episódio envolvendo o Banco Master. Um caso de muitas camadas que acabam se perdendo em tantas manchetes que surgem a cada dia. 

E para entender o que realmente aconteceu, é preciso ir além das manchetes.

A Brasil Paralelo organizou tudo isso em sua nova produção: Raio-X Banco Master, uma exibição didática e completa do que está por trás daquele que promete ser o maior escândalo financeiro da história recente do Brasil.

Clique aqui e saiba como assistir.

O jornalismo da Brasil Paralelo existe graças aos nossos membros

Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa. 

Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos. 

Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo. 

Clique aqui.

Relacionadas

Todas

Exclusivo para membros

Ver mais