Quase 8 anos após a morte de Marielle Franco, o STF encerrou um dos julgamentos do caso ao fixar a pena de Domingos e Chiquinho Brazão em 76 anos e três meses de prisão.
Os magistrados acompanharam o entendimento de que os irmãos foram os mentores do atentado que vitimou a vereadora e o motorista Anderson Gomes em 2018, além da tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves.
A sentença também estabelece multas individuais superiores a 600 mil reais e uma indenização coletiva de 7 milhões de reais para as famílias das vítimas.
O julgamento também definiu o destino de outros envolvidos na estrutura que viabilizou o crime.
- Ronald Paulo de Alves (ex-policial militar): condenado a 56 anos de prisão por duplo homicídio, tentativa de homicídio e organização criminosa;
- Rivaldo Barbosa (ex-delegado da PC-RJ): sentenciado a 18 anos de reclusão e multa de aproximadamente R$500 mil. Ele foi absolvido da acusação de homicídio qualificado, mas condenado pelos crimes de corrupção passiva e obstrução à Justiça;
- Robson Calixto Fonseca (ex-assessor): recebeu a pena de 9 anos de reclusão, além de multa de R$303 mil, pela condenação por organização criminosa.
Durante a sessão, o ministro Flávio Dino ressaltou que a fixação dos valores indenizatórios deve servir tanto como reparação às vítimas quanto como uma punição financeira pedagógica aos envolvidos.

























