10 de junho de 1984, Namíbia, sul do continente africano - Amyr Klink partiu da Namíbia em uma pequena embarcação, carregando 150 embalagens de comida desidratada para uma travessia estimada em cem dias.
Seu motor eram os próprios braços, que remavam oito horas por dia, contando com a sorte dos ventos e das correntezas.
A preparação para o feito levou dois anos e envolveu desde o projeto do barco até a escolha rigorosa de cada item a bordo.
Para se orientar, ele não utilizou bússola, mas um sextante, instrumento usado para medir a posição dos astros em relação à linha do horizonte. Como revelou posteriormente ao g1, a navegação exigia cerca de oito horas de cálculos diários.
Durante os 3.700 quilômetros de travessia, o navegador enfrentou tempestades e o alagamento da cabine.
Mas os perigos não acabaram por aí, uma baleia atingiu a embarcação, que chegou a virar três vezes. No entanto, o design do barco foi projetado justamente para suportar tais condições.

Com uma arquitetura específica, ele funcionava como um "João-Bobo", retornando à posição original sempre que virava.
O objetivo final era o litoral norte da Bahia, alcançado em 18 de setembro, quando Klink aportou em Camaçari antes de seguir para a Praia da Espera.
Essa experiência foi imortalizada no clássico "Cem Dias entre o Céu e o Mar", lançado em 1995.
















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