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Brasil
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Globo fecha parceria com editora cristã para tentar atingir público evangélico

Emissora mira mercado de R$ 21,5 bilhões e 47,4 milhões de brasileiros com produções audiovisuais, apesar de críticas históricas de líderes religiosos ao canal.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
26/2/2026 15:54
À esquerda, evangélicos participam da Marcha para Jesus que reúne milhões de pessoas anualmente. À direita, a logo da Rede Globo que busca agora atingir o público cristão.

A Globo firmou uma parceria com a editora Mundo Cristão para adaptar livros do catálogo da casa em formato de telefilmes. O movimento ocorre em meio ao crescimento do público evangélico no Brasil, que já representa 26,9% da população, segundo o IBGE.

O primeiro projeto escolhido é o romance Círculos Não São Infinitos, de Vitória Souza. A obra já entrou em desenvolvimento no Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo.

A história acompanha uma mulher à beira do divórcio que encontra um caderno capaz de levá-la ao passado. 

A partir dessa descoberta, a protagonista revisita decisões e inicia um processo de autoconhecimento.

O acordo entre a emissora e a editora não se limita aos títulos já publicados. A parceria prevê também a adaptação de futuras obras da Mundo Cristão.

Para Betina Paulon, produtora executiva de filmes dos Estúdios Globo, a literatura permanece como fonte recorrente para o audiovisual. Segundo ela, histórias bem estruturadas podem ser reinterpretadas em novos formatos sem perder sua essência.

Mark Carpenter, diretor-presidente da Mundo Cristão, afirmou que a iniciativa amplia o alcance das obras e permite que as narrativas atinjam públicos além do mercado editorial.

Líderes evangélicos criticam a Globo há anos

A nova tentativa de se aproximar dos evangélicos encontra uma dificuldade: a histórica crítica dos líderes evangélicos à emissora.

O pastor Silas Malafaia, por exemplo, já se manifestou diversas vezes criticando a Rede Globo. 

Segundo ele, a emissora trabalha como uma porta-voz de Alexandre de Moraes e ajudou no que seria uma perseguição contra Jair Bolsonaro causada pelo fato dele ter cortado verbas públicas que iriam para a emissora. 

Segundo o pastor, o ministro do STF teria derrubado multas milionárias da emissora e completou dizendo que o jornalismo do canal o dá vontade de rir e vomitar. Malafaia também acusou a emissora de defender o governo Lula. 

Em uma outra reportagem, quando perguntado sobre uma novela evangélica que a Globo estava exibindo, ele disse que não havia assistido, mas que a emissora sempre ridiculariza os evangélicos:

“Primeiro, eu estou por fora de como é a novela. Segundo, quando é que a Globo não debochou, não ridicularizou, não fez alguma coisa de forma a denegrir (sic) a imagem dos evangélicos? Quando foi que saiu uma novela com coisa boa, se não foi para ridicularizar pastor, se não foi para ridicularizar evangélico? Se essa for (contrário), será a primeira. Uma emissora, um grupo desse que diz que existe traficante evangélico! Que tem a ousadia e o absurdo de colocar uma notícia de que (existe) traficante evangélico, eu não conheço, daqui a pouco é prostitua evangélica… Eu tenho dúvidas se vai falar alguma coisa bem”.

Outro programa da Globo também sofreu críticas no meio evangélico. O pastor e teólogo Matheus Alves afirmou que o reality show “Terceira Metade”, do Globoplay, representa uma afronta aos princípios bíblicos ao retratar relacionamentos entre três pessoas. 

Ele classificou o programa como contrário às Escrituras e disse que cristãos não devem compactuar com esse tipo de conteúdo.

Mercado bilionário está na mira da Globo

O mercado evangélico brasileiro deixou de ser nicho para se tornar um dos maiores ecossistemas de consumo do país. 

Segundo levantamento divulgado pela Exame, a chamada “gospel economy” já movimenta cerca de R$21,5 bilhões por ano. 

O segmento reúne 47,4 milhões de brasileiros, 26,9% da população, de acordo com o Censo 2022, e apresenta alto grau de organização cultural, comercial e digital.

Estudos indicam que 58% dos evangélicos afirmam que a fé orienta diretamente suas decisões de compra, enquanto uma parcela relevante já deixou de consumir marcas por divergência de valores. 

O público também mantém forte presença nas plataformas digitais, impulsionando conteúdos, autores, eventos e produtos próprios. 

Trata-se de um mercado consolidado, com poder econômico, identidade cultural definida e capacidade de mobilização nacional.

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