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Crime
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FBI concluiu que Epstein não criou uma rede de tráfico humano para elite

Documentos relatam que não há provas de que outras pessoas poderosas abusaram das vítimas do milionário.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
10/2/2026 14:40
Jovem Pan

Memorandos da polícia americana e de promotores afirmam que não há provas para acusar o milionário Jeffrey Epstein de organizar um esquema de tráfico humano para a elite mundial.

Uma série de documentos analisados pela agência AFP mostra o caminho das investigações e a conclusão de que o caso não envolveu outras pessoas, além de Epstein e sua namorada Ghisleni Maxwell.

O caso começou a ser investigado em 2005, após os pais denunciarem o abuso sexual de sua filha de 14 anos em Palm Bitch.

Foram encontrados ao menos 35 casos semelhantes. Epstein fez um acordo de leniência e conseguiu deixar a prisão em 2009.

O que os memorandos dizem sobre a rede de tráfico humano?

O FBI examinou registros bancários, e-mails, residências e conexões pessoais de Epstein, além de entrevistar vítimas ao longo de vários anos

A investigação confirmou que o financista abusou sexualmente de menores de idade, mas encontrou poucas evidências de que ele liderasse uma rede de tráfico sexual envolvendo homens poderosos.

Segundo um memorando de promotores de 2025, os vídeos e fotos apreendidos nas propriedades de Epstein não mostravam vítimas sendo abusadas por outras pessoas

Outro memorando feito em 2019 aponta que os policiais não encontraram transações suspeitas de atividades criminais nos registros financeiros do milionário.

A agência também disse que não encontrou depoimentos de testemunhas sólidos o suficiente para incriminar outras pessoas poderosas.

Uma das vítimas mais famosas foi Virgínia Giuffre. Ela conta que Maxwell falou que “ia ser um dia especial, assim como a Cinderela, eu ia conhecer um príncipe encantado”. Na ocasião, o príncipe encantado era Andrew, da família real britânica.

A vítima afirma que os dois tiveram uma relação sexual, o príncipe nega apesar de fotos dos dois juntos terem sido divulgadas.

Foto do príncipe Andrew ao lado de Virginia Giuffre e Ghisleine Maxwell. Reprodução 
O duque de York, que tinha então 41 anos, acertou: 17. ‘Minhas filhas são só um pouco mais novas que você’, ele me disse, explicando sua precisão. Como de costume, Maxwell foi rápida com uma piada: ‘Acho que vamos ter que trocá-la em breve’”, conta Giuffre.

No entanto, as autoridades apontam que ela mudou o depoimento diversas vezes e fez declarações ao público que foram consideradas “sensacionalistas”.

Giuffre defendeu que suas declarações eram verdadeiras até sua morte, em 2015. Ela teria se suicidado, porém havia dito que não queria tirar sua vida pouco tempo antes.

Ao longo das últimas semanas, foram divulgados mais de 3,5 milhões de arquivos sobre o caso, o que tem aumentado as especulações em torno dos crimes de Epstein.

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