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Crime
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Entenda como os EUA ajudaram na operação que matou o traficante El Mencho e parou o México

Presidente mexicana disse que não recebeu apoio das forças americanas, apenas houve troca de informações.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
23/2/2026 13:09
City News

A morte do chefão do tráfico Nemésio Oseguera Cervantes, mais conhecido como El Mencho, fez com que o México se tornasse um cenário de guerra.

Ele era o principal líder do Cartel de Jalisco Nueva Generación (CJNG), uma das organizações criminosas mais poderosas e violentas do mundo.

Sua morte aconteceu durante uma operação que contou com o apoio da inteligência americana, o que foi confirmado pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt

"Os Estados Unidos forneceram apoio de inteligência ao governo mexicano para auxiliar em uma operação em Tapalpa, Jalisco, México, na qual Nemesio ‘El Mencho’ Oseguera Cervantes, um infame barão das drogas e líder do Cartel de Jalisco Nova Geração, foi eliminado.

Leavitt também destacou que Trump havia considerado a facção CJNG uma organização terrorista ainda no ano passado:

No ano passado, o Presidente Trump designou corretamente o Cartel de Jalisco Nova Geração como uma Organização Terrorista Estrangeira — porque é exatamente isso que ele é… os Estados Unidos garantirão que os narcoterroristas que enviam drogas mortais para nossa pátria sejam forçados a enfrentar a ira da justiça que há muito merecem.”

A organização criminosa de El Mencho é uma das principais fornecedoras de fentanil para os EUA. A droga tem causado uma crise de saúde sem precedentes no país.

A Secretaria de Defesa Nacional do México já havia trazido a informação de que os americanos colaboraram com a ação.

Presidente mexicana fala sobre ajuda dos EUA

Durante uma conversa com jornalistas hoje (23), Sheinbaum disse que os militares mexicanos não receberam ajuda das forças armadas americanas:

"Não há participação na operação por parte das forças dos Estados Unidos; o que há é muita troca de informações".

Seu governo aumentou a cooperação com agências de segurança americanas, inclusive com os serviços de inteligência dos EUA

Desde que voltou à Casa Branca, Trump tem pressionado o México por políticas de segurança mais rígidas e parcerias para combater o crime organizado.

Descubra como foi a operação que matou El Mencho

O traficante foi morto enquanto estava se preparando para pegar um avião rumo à cidade do México, onde receberia tratamento de saúde

Rumores alegam que ele tinha uma doença renal crônica e chegou a fazer um hospital particular na região em que morava.

Assim que os agentes tentaram abordá-lo, seus homens abriram fogo contra os oficiais, levando a uma troca de tiros que acabou com quatro mortos.

Outros três membros do cartel ficaram feridos, entre eles El Mencho, mas acabaram morrendo enquanto eram transportados para a Cidade do México, onde receberiam tratamento.

Três militares mexicanos que participaram da ação ficaram feridos, mas conseguiram sobreviver após a ajuda médica.

A retaliação dos criminosos parou o México

A morte de El Mencho fez com que os homens do CJNG começassem uma retaliação brutal contra o governo.

A resposta começou com veículos incendiados e o bloqueio de estradas em uma série de estados, incluindo:

  • Jalisco;
  • Michoacán;
  • Guanajuato;
  • Guerrero;
  • Puebla;
  • Baja California;
  • Tamaulipas.

Os criminosos também fizeram ataques poderosos contra alvos aleatórios. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram membros do cartel colocando fogo em veículos e comércios.

Outro vídeo que viralizou mostra cenas de pânico no Aeroporto de Guadalajara, após rumores de que homens armados estariam nas redondezas e ameaçaram queimar o local

Carros da segurança circularam e alertas de emergência chegaram a ser disparados, no entanto foi um alarme falso.

Além disso, há relatos e vídeos que mostram confrontos entre militares e criminosos fortemente armados ao redor do país.

Violência aumentou no México com política mais branda

Cláudia já chegou a falar publicamente contra a guerra ao narcotráfico em seu país:

“Todos esses da direita que enchem a boca para falar em Estado de direito defendem a guerra contra as drogas. A guerra às drogas está fora da lei, porque como é dito em várias ocasiões ‘é permissão para matar sem nenhum julgamento’ e não serviu para nada.

Ela também acusou os defensores desse tipo de política de “autoritários” e chegou a compará-lós com os fascistas.

O partido de Sheinbaum defende que o tráfico pode ser combatido através de políticas sociais, um modelo chamado de “abraços e não balas” por seu antecessor Manuel López Obrador.

O governo focou em políticas sociais e afirmativas que tirassem os jovens do tráfico, o que não conseguiu resolver o problema da violência.

Na realidade, os primeiros anos do governo Obrador foram marcados por um aumento na violência e recordes de assassinatos no país

Uma nação que seguiu por um caminho totalmente diferente foi El Salvador. Lá, o governo do presidente Nayib Bukele aplicou uma política linha dura e conseguiu acabar com as gangues que dominavam a região.

O país deixou de ser um dos mais violentos do mundo para se tornar um dos mais seguros, com mais de 1000 dias sem um assassinato.

No entanto, o modelo tem sido criticado por ONGs e opositores, que acusam Bukele de violar direitos humanos e transformar El Salvador em uma ditadura.

A Brasil Paralelo levou suas câmeras para lá e entrevistou ministros, jornalistas e até entrou nas principais prisões do país. O documentário vai ser lançado em breve. 

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