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O linguista e intelectual Noam Chomskyé considerado um dos maiores nomes da esquerda internacional.
Conhecido por sua teoria da Gramática Generativa e críticas ao capitalismo, ele está sendo criticado por causa de sua relação próxima com Jeffrey Epstein.
O milionário do mercado financeiro liderou uma rede de tráfico humano e exploração sexual que envolveu algumas das pessoas mais poderosas do mundo.
O caso voltou ao centro do debate após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgar mais de 3,5 milhões de arquivos ligados à investigação.
Os registros indicam uma troca de e-mails frequentes que começaram ao menos em 2015 e seguiram até 2019.
As conversas confirmam encontros presenciais, jantares e até mesmo convites para viagens.
Chomsky e sua esposa, Valeria, chegaram a se hospedar em um apartamento de Epstein em Manhattan.
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Conselhos em meio ao escândalo
Um dos trechos mais sensíveis dos arquivos é uma troca de mensagens que aconteceram em fevereiro de 2019, poucos meses antes de Epstein ser preso.
Chomsky disse que ele mesmo já foi vítima de campanhas da mídia para o “demonizar” e falou que a pior coisa no momento seria dar uma resposta pública às acusações:
“O que os abutres desejam ardentemente é uma resposta pública, que então lhes dê uma brecha para uma enxurrada de ataques venenosos, muitos deles vindos de meros caçadores de publicidade ou lunáticos de toda índole”.
O linguista seguiu dizendo que o cenário é até pior no caos de Epstein, pois haveria uma “histeria” de acusações sobre abuso sexual:
“Isso é especialmente verdade agora, com a histeria que se desenvolveu em torno do abuso de mulheres, que chegou ao ponto em que até mesmo questionar uma acusação é um crime pior que assassinato.”
Ele estava se referindo à onda de denúncias contra grandes nomes do cinema, como Harvey Weinstein, que impulsionou acusações sob a bandeira do movimento #Me too.
Antes mesmo da nova leva de documentos, a relação entre Chomsky e Epstein já era conhecida.
O linguista chegou a usar uma conta de Epstein para movimentar mais de US$270 mil (R$1,4 milhão), apesar disso, ele nega que o dinheiro tenha sido enviado por Epstein, segundo The Guardian.
Outros registros mostram Epstein opinando sobre transferências de dinheiro ligadas a disputas judiciais familiares de Chomsky e intermediando doações.
Chomsky apresentou Epstein para Lula
Chomsky apresentou Epstein a políticos renomados, como foi o que teria acontecido com Lula.
Em 2018, o presidente estava preso e seus apoiadores faziam uma intensa campanha por sua libertação.
Uma das pessoas que abraçou a bandeira do “Lula livre” foi Chomsky. Ele chegou a visitar a sede da polícia federal em Curitiba, onde o petista estava.
Durante a visita, o linguista teria ligado para Epstein com seu telefone e apresentado os dois:
"Chomsky me ligou com o Lula. Da prisão. Que mundo", está escrito na mensagem.
A Presidência da República disse que “essa informação não procede” e que “a citada ligação telefônica nunca aconteceu”.
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