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Quando a Organização das Nações Unidas (ONU) enviou um alerta em 2015 para o Brasil exigindo uma resposta às mortes por aborto de 200 mil mulheres brasileiras por ano, o número se tornou um dado oficial divulgado pelos defensores da descriminalização da prática.
No ano seguinte, a revista Exame informou em reportagem que “o Brasil registra em média quatro mortes por dia de mulheres que buscam socorro nos hospitais por complicações do aborto”, o que daria 1.460 mortes por ano.
Levando em conta as categorias do sistema de “Outros tipos de aborto”, “Aborto não especificado” e “Falha na tentativa de aborto”.
Segundo a pesquisa Aborto no Brasil: o que dizem os dados oficiais?, entre 2006 e 2015 foram registrados no Brasil 770 óbitos com causa básica de aborto. Ou seja, 770 mulheres faleceram devido a algum aborto, seja espontâneo ou forçado.
Em 9 anos de análise, o número de óbitos sequer chega perto dos 200 mil divulgados pela ONU. Todas as mortes devem ser lamentadas, mas qual o interesse por trás do aumento desproporcional dos dados?
Não só os dados são inflados, como a pesquisa notou uma tendência de redução dos óbitos por aborto ao longo dos anos
A análise do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) mostrou que, entre 2006 e 2015, foram registrados no Brasil 770 óbitos com causa básica aborto. Apesar da variação ao longo dos anos devido à pequena magnitude dos números absolutos, observou-se uma tendência de redução dos óbitos por aborto no Brasil com diferenças regionais.
A proporção dos óbitos por aborto entre as mortes maternas registradas no SIM apresentou redução de 2006 a 2015, segundo a pesquisa.
Em 2006, os óbitos por aborto estavam em 5,7%; já em 2015, caíram para 4,1%.
Nem 20% das mortes foram por abortos clandestinos
As 770 mortes foram especificadas no estudo:
56,5% (435) dos casos foram “aborto não especificado”;
0,9% ou 7 óbitos foram devidos a abortos por razões médicas legais (casos em que a prática não é criminalizada);
14,9% (115) foram declarados como abortos espontâneos;
15,2% (117) foram classificados como “outros tipos de aborto”;
12,5% (96) foram falhas de tentativa de aborto.
Segundo a Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, o aborto não especificado (006) pode envolver hemorragia, embolia, infecção do trato genital, e não envolve necessariamente abortos induzidos.
A pesquisa Aborto no Brasil: o que dizem os dados oficiais? recorre também aos dados do Sistema de Internação Hospitalar (SIH) para averiguar os dados do aborto no Brasil.
Segundo o estudo:
“O SIH registrou média de aproximadamente 200.000 internações/ano por procedimentos relacionados ao aborto entre 2008 e 2015. (...) O procedimento informado foi ‘Curetagem pós-abortamento/puerperal’ em aproximadamente 95% dos casos. O ‘esvaziamento de útero pós-aborto por aspiração manual intrauterina’ (AMIU) correspondeu a apenas 5% dos procedimentos na média dos anos analisados. Houve diminuição progressiva do número de internações no período. A redução foi de 9,5% no Brasil e ocorreu em todas as regiões brasileiras de forma desigual.”.
De 2006 a 2015 a redução de internações decorrente do aborto foi de 9,5%.
Em 95% dos casos, o procedimento da internação foi de “Curetagem pós-abortamento/puerperal”, o que significa que a maior parte das mulheres internadas realizaram o procedimento após um aborto espontâneo ou para reverter um aborto mal feito.
Em apenas 5% dos casos a mulher foi internada após a realização de um aborto por aspiração manual intrauterina.
Entre 2006 e 2015 o número de internações por complicações por parto ou aborto também caiu
Segundo o estudo:
“A relação entre o número de internações por aborto e o número de internações por parto registrou redução discreta no país (3,8%), passando de 106 internações por abortos para cada 1.000 internações por parto em 2008 para 102 internações por abortos para cada 1.000 internações por parto em 2015”.
Dados do SIH mostram que entre 2008 e 2015 foram registradas aproximadamente 212 mil internações por ano em razão de aborto ou parto.
Por que a ONU usou o número de internações em casos de abortou ou parto como o número de mortes absolutas por aborto no Brasil?
Países que já aprovaram o aborto, mostram dados que a mortalidade materna, ao invés de diminuir, aumentou. É o que se observa no Canadá e nos EUA.
Entre 1990 e 2008, a taxa de mortalidade materna canadense cresceu 94% e, nos EUA a taxa passou de 10,3 para 23,2 óbitos para cada 100 mil mulheres.
O que os dados denunciam é que quando o número de abortos explode, é natural que os riscos para as mulheres que abortam sejam maiores e, em muitos casos, infelizmente, levem à morte.
Segundo o professor Marcus Vinicios Lins, em seu curso Aborto: Quem é a verdadeira vítima, do Núcleo de Formação da Brasil Paralelo, onde o aborto foi restringido, o número de mortalidade materna diminuiu:
No Chile, após a proibição, houve uma redução de 69,2%;
Em El Salvador a queda foi de 65% no período de 1990 a 2015 e;
Na Nicarágua, a partir da proibição em 2006, os óbitos maternos caíram de 93 para 36 por 100 mil habitantes.
Com base nesses dados, onde se proíbe o aborto, a vida das mulheres também é poupada.
A Brasil Paralelo decidiu se posicionar a favor da vida
DUAS VIDAS - Do que estamos falando quando falamos de aborto estreia amanhã. Às 20 horas, gratuitamente no Youtube da Brasil Paralelo. Com a sua ajuda, esse filme pode impactar milhões de brasileiros, inclusive mães desamparadas que pensam no aborto como uma solução.