Hope Miller tinha apenas 12 anos quando uma foto mudou seu olhar sobre o aborto. A imagem era de um bebê abortado, chamado David, exibida em um protesto. “Aquilo realmente me impactou”, recorda.
Foi o ponto de partida de um ativismo que, anos depois, faria dela uma das jovens vozes mais atuantes do movimento pró-vida nos Estados Unidos.
Hoje com 19 anos, a estudante de Illinois é fundadora da organização Simply Pro-Life, criada em 2023 para mobilizar adolescentes e jovens em ações simples de defesa da vida.
Em pouco mais de um ano, seu grupo alcançou mais de um milhão de pessoas nas redes sociais e levou sua mensagem a marchas e conferências pelo país.
Hope cresceu próxima do avô, Joe Scheidler, considerado nos EUA o "padrinho do ativismo pró-vida". Desde os anos 1970, Scheidler percorreu o país com palestras, livros e campanhas que marcaram gerações.
Em janeiro de 2021, Hope estava ao lado dele e recebeu o incentivo que se tornaria sua missão. Dias depois, ele faleceu, deixando à neta a responsabilidade de levar adiante o legado de mais de quatro décadas.
Desde então, Hope insiste que adolescentes e jovens precisam conhecer a verdade sobre o aborto. “É muito importante que eles entendam o que ele significa”.
Ela organiza encontros e eventos voltados a esse público, como o Simply Pro-Life Teen, que reúne estudantes para palestras, testemunhos e atividades.
Amigas de Hope relatam que sua atuação foi decisiva para despertá-las ao assunto. Mary Sanfilipo, participante de dois encontros, conta que passou a enxergar “maneiras concretas de ajudar mães e bebês”.
Já Anastacia Smith, outra participante, afirma que a jovem ativista transmite uma paixão “palpável” pela causa.
O ativismo também trouxe confrontos. Aos 17 anos, durante uma manifestação em Illinois, Hope foi ameaçada por uma moradora que chegou a ordenar que o cachorro fosse solto contra ela.
A jovem recusou-se a sair da calçada, mas preferiu não registrar queixa. “Eu queria mostrar misericórdia, amor e perdão”, lembra.
No ano seguinte, em Chicago, um episódio foi mais grave. Durante a entrega de panfletos em uma ação pública, ela foi atacada por uma mulher que arrancou seu celular e quebrou o aparelho, deixando marcas em sua mão.
Um mandado de prisão contra a agressora chegou a ser expedido. Hope reconhece que sentiu medo, mas insiste que isso não a afasta da missão.
“As pessoas vão ficar bravas quando você fizer algo bom. A única maneira de superar isso às vezes é simplesmente entregar tudo a Deus.”
A jovem repete que a resposta para o confronto cultural não deve ser ódio ou julgamento, mas “amor, compaixão e verdade”.
Por isso, sua organização sugere ações diárias, como orar, conversar com colegas sobre o tema ou distribuir folhetos em farmácias.
São práticas que, segundo ela, tornam real o lema herdado do avô: “faça algo pró-vida todos os dias”.
Com apenas 19 anos, Hope Miller já experimenta os custos da escolha de seguir na linha de frente do ativismo.
Ainda assim, garante que não pretende recuar. “É algo com que realmente me importo e que não vou abandonar nunca.”
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