O Aborto é a interrupção de uma gestação que gera a morte do bebê, seja ela provocada ou espontânea, mostra a etimologia da palavra segundo o dicionário Houaiss (Enciclopédia e Dicionário Ilustrado de 1999).
Existe 3 tipos de aborto, aponta o médico Dr. Diego Di Marco. Eles são:
espontâneo;
acidental e
provocado.
Entenda os principais tipos de aborto, os fatores de risco e confira medidas de prevenção.
Para auxiliar as mães e os filhos e aprofundar o debate sobre o aborto no Brasil, a Brasil Paralelo desenvolveu o documentário: Duas Vidas - Do Que Falamos Quando Falamos de Aborto. Assista agora e divulgue, esse conteúdo pode salvar vidas:
espontâneo, quando alguma condição de saúde faz com que o desenvolvimento do bebê seja interrompido naturalmente, sem ser provocado. Existem diversos tipos de aborto espontâneo citados abaixo;
acidental, que ocorre também de forma involuntária, resultante de um incidente ou trauma vivenciado pela gestante;
provocado, neste último caso, há a morte proposital da criança ainda no ventre da mãe por meio do uso de medicamentos, substâncias ou procedimentos cirúrgicos.
Aborto espontâneo
Segundo o médico Diego Di Marco, existem 5 principais tipos de aborto espontaneo. Eles são:
Ameaça de aborto: quando a mãe tem sangramentos, cólica, mas o bebê permanece vivo e o colo do útero permanece fechado. É recomendado que a mãe fique em repouso e siga o tratamento médico;
Aborto Completo: quando todos os restos mortais são expelidos do útero da mãe;
Aborto Incompleto: quando partes dos restos mortais são expelidos mas outra parte fica no útero;
Aborto Retido: quando ocorre um aborto espontaneo sem a mulher perceber, mas o resto mortal do bebê continua no útero da mãe;
Aborto Infectado: após um aborto espontâneo, o tecido do útero é contaminado por bactérias, gerando febre e sinais de infecção na mulher. Secreções vaginais com cheiro forte e dor no útero são os principais exemplos.
O aborto espontâneo é um risco possível a uma gravidez. Ocorre em cerca de 10 a 25% das gestações, segundo uma pesquisa publicada no The Lancet. Em alguns casos, o aborto ocorre antes mesmo da mulher saber de sua gravidez.
O aborto espontâneo apresenta diferentes causas e, geralmente, acontece por condições genéticas ou fatores fisiológicos que estão prejudicando seu desenvolvimento.
Normalmente, acontece logo no início da gestação e pode ser classificado de acordo com o período em que ocorre como precoce ou tardio.
É denominado de precoce quando acontece em mulheres que possuem menos de 13 semanas de gestação e tardio quando acontece entre 13 e 22 semanas.
Fatores de risco do aborto espontâneo
Os fatores de risco são:
quedas no nível de progesterona no corpo da mulher;
mudanças no útero;
problemas tireoidianos;
diabetes não controlado;
idade materna acima de 45 anos;
obesidade ou drástica perda de peso;
aumento de chance no uso de drogas;
aumento de chance no uso de tabagismo;
aumento de chance no uso de alguns medicamentos;
alterações cromossômicas.
Para evitar esse tipo de aborto é necessário fazer constantes visitas ao médico, chamadas de exame pré-natal.
O aborto provocado e seus riscos para a mulher
Além do aborto espontâneo e acidental, existe o aborto no qual a mãe retira a vida do próprio filho de forma deliberada. Além de assassinar a pessoa que estava se desenvolvendo no útero, o aborto provocado causa diversos problemas para a mulher.
O livro Precisamos Falar Sobre Aborto: Mitos E Verdades, produzidos por uma equipe de médicos e bioéticos apontam algumas das principais consequências dos abortos provocados - através de procedimentos médicos ou pelo uso de remédios:
Perfuração do útero, se o aborto for realizado pelo método de sucção;
Ruptura do colo uterino;
Histerectomia, que é a remoção do útero devido a complicações severas;
Hemorragia uterina, também causada por pílulas abortivas;
Inflamação pélvica;
Infertilidade;
Gravidez ectópica, na qual o óvulo é fertilizado fora do útero, como nas tubas uterinas, por exemplo;
Parto futuro prematuro;
Infecção por curetagem mal feita;
Aborto incompleto, quando os restos da placenta podem não ser completamente removidos do útero, o que pode levar a infecções graves;
Comportamento autopunitivo;
Transtorno alimentar;
Embolia pulmonar;
Insuficiência cardíaca.
Problemas psicológicos causados por abortos provocados
As pesquisas ainda apontam o aumento de problemas psicológicos, tais como:
Sentimentos de remorso e de culpa - 79% das mulheres consultadas tiveram culpabilidade e incapacidade de perdoar a si mesmas;
Depressão e oscilações de ânimo - 40% dos casos de aborto levam à depressão;
Choro desmotivado, medos e pesadelos - 67% das mulheres que provocaram um aborto relataram-se emocionalmente sobrecarregadas;
Abuso de drogas, estando 5x mais propensas ao uso de drogas ilícitas;
Em todos os procedimentos de aborto provocado o resultado é o mesmo: a morte de um ser humano.Após a concepção, o código genético de um novo ser humano está formado.
A base de todos seus órgãos e sentidos já está formada e desenvolvendo todo seu corpo, mostram dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
A mãe nutre o filho que se desenvolve por si mesmo. Segundo o Manual de Bioética I: Fundamentos e ética biomédica:
“O primeiro dado incontestável, esclarecido pela genética, é o seguinte: no momento da fertilização, ou seja, da penetração do espermatozóide no óvulo, os dois gametas dos genitores formam uma nova entidade biológica, o zigoto, que carrega em si um novo projeto-programa individualizado, uma nova vida individual”.
Segundo Marlon Derosa, mestre em bioética pela Fundación Jérôme Lejeune, o bebê não é parte da mãe, o bebê está na mãe. A estrutura da realidade mostra que seres humanos são nutridos pelas suas mães e se desenvolvem em seus úteros, mas não se identificam com elas.
Como o ser humano possui seu código genético único e a base de seu desenvolvimento desde a concepção, a mãe não tem o direito de assassinar o outro ser humano que está em seu ventre.
Marlon Derosa expôs a visão da bioética ao participar do podcast Conversa Paralela, da Brasil Paralelo. Confira:
A partir da 5ª semana, o bebê tem:
batimento cardíaco;
dedos dos pés e mãos;
braços;
pernas;
mas ainda tem os ossos frágeis.
Em geral, as mulheres identificam a gravidez na 4ª ou 5ª semana.
Entenda porque todo aborto provocado é um assassinato.
Tipos de aborto provocado
Existem diferentes procedimentos para que o aborto seja feito. De pílulas a injeções, todas oferecem riscos para e seus efeitos colaterais nas mães. Alguns dos métodos são:
O primeiro trimestre de gestação da mulher vai da semana 1ª à 13ª. A maior parte dos procedimentos são feitos nessa fase, quando o bebê ainda está em processo de formação inicial.
Aspiração intrauterina
Após sedar a mãe, o médico que promove o aborto coloca na vagina da mulher um espéculo, ferramenta responsável por manter o órgão aberto. Depois ele insere uma ferramenta chamada dilatador no colo do útero para facilitar o acesso.
Um cateter de sucção é inserido, com um poder de sucção até 10 ou 20 vezes maior que um aspirador de pó doméstico.
A sucção dilacera completamente o bebê. Um dos riscos é uma sucção incompleta da placenta e dos membros do feto, em geral ainda é feita a curetagem para extrair o restante do bebê.
Os riscos e efeitos colaterais desse procedimento são:
danos ao útero;
danos ao colo do útero;
hemorragia;
infecção;
morte da mãe;
complicações para gestações futuras.
Pílulas abortivas
Dois medicamentos podem ser usados para promover o aborto: a Mifepristona e o Misoprostol. O primeiro pode ser usado até 9 semanas de gestação e o segundo até 22.
No caso da Mifepristona, a mãe ingere pílulas e elas inibem a produção de progesterona de seu corpo.
Com a inibição desse hormônio, o bebê para de receber da mãe o fluxo de sangue e nutrientes necessários para seu desenvolvimento e sobrevivência.
Tendo cortado o essencial para a sobrevivência do bebê, ele vem a óbito. Após sua morte, o corpo expele-o naturalmente.
Para o Misoprostol, o médico administra uma grande quantidade do medicamento na boca e na vagina da paciente. As cápsulas quebram as fibras de colágeno do útero e fazem com que ele faça movimentos de contração, causando sangramentos intensos, até que o feto seja expelido.
Para amenizar as dores das contrações, analgésicos são administrados pela veia. Depois de expelir, costuma-se fazer uma curetagem para limpar o útero.
Nestes processos, que duram horas ou dias, a mulher pode perder o bebê a qualquer momento. É muito comum ocorrer do bebê ser abortado em casa, no banheiro. A instrução das clínicas de aborto, para esses casos, é dar descarga.
Caso o bebê tenha 9 semanas, é possível ver o saco gestacional com um pequeno bebê com os dedos das mãos e dos pés já formados.
Os riscos e efeitos colaterais desse procedimento são:
dores abdominais;
náusea;
vômitos;
diarréia;
dor de cabeça;
fortes sangramentos que duram em média 9-16 dias. Em 8% dos casos dura mais de 30 dias e em 1% dos casos é necessário hospitalizar a mulher devido aos fortes sangramentos.
Aborto provocado e a legislação do Brasil
De acordo com o Código Penal brasileiro, provocar o aborto em situações que não são permitidas por lei é um crime. Três artigos mostram as punições para os envolvidos:
"Art. 124. Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos.
Art. 125. Provocar aborto, sem o consentimento da gestante: Pena - reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos.
Art. 126. Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos."
O Código Penal ainda aborda outras situações em que os envolvidos podem ter agravantes ou atenuantes em sua punição. De outro lado, a legislação e a jurisprudência brasileira permitem a realização do aborto em três ocasiões:
quando não há outra forma de salvar a vida da gestante;
nos casos em que a gravidez é fruto de um estupro;
nos casos de anencefalia.
Entendendo que o aborto no Brasil deveria ser legalizado, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) instaurou uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) para que o STF legalize a prática no Brasil até o terceiro mês de gestação.
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