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Mercado
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Relembre marcas que foram líderes, mas sumiram do mercado brasileiro

Empresas pareciam imbatíveis, mas não resistiram a crises

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Publicado em
14/12/2022 17:58

Algumas marcas conseguem criar uma conexão emocional tão intensa com seus consumidores que mesmo fora do mercado há anos ainda despertam sentimentos de nostalgia. 

Uma delas é a Varig, companhia aérea que virou o orgulho dos brasileiros e operou no mercado de aviação nacional por quase 80 anos.

Dezenas de marcas brasileiras tiveram uma trajetória parecida com a Varig: ganharam o coração dos brasileiros e desbancaram os seus concorrentes - até que uma crise os fez desaparecer do mapa.

O Brasil Paralelo listou algumas dessas empresas, que ainda permeiam a memória de gerações.

A trajetória da Varig foi tão marcante que a BP escolheu essa história para contar em seu novo documentário:  “Varig: A Caixa Preta do Brasil”

O filme está disponível para assinantes desde o dia 12 de dezembro, na plataforma exclusiva para assinantes. 

Conta como uma multinacional pode sair do patamar de excelência e liderança para se encher de dívidas, até ser extinta. 

Veja outras:

Kolynos

Após 80 anos no mercado, a Kolynos anunciou que retiraria seus produtos de circulação, colocando a marca Sorriso no lugar. 

Essa foi a solução encontrada pela Kolynos do Brasil para atender às exigências do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão do governo que agiu para evitar um monopólio no segmento.

A pasta de dente mais vendida do Brasil detinha 56% do mercado, e vendia o equivalente a 400 milhões de dólares anuais. A marca produzia mensalmente 45 milhões das famosas bisnagas amarelas.

Pausaria a produção por somente quatro anos, mas nunca retornou às prateleiras.

Kichute

Febre nos anos 1970 e 1980, o kichute era uma mistura de tênis e chuteira e ficou famoso por causa da Copa do México, quando a seleção brasileira foi bicampeã mundial. 

Todo menino que gostava de futebol sonhava com o tênis que era famoso por sua leveza e durabilidade. Com o slogan “Kichute, calce esta força”, a marca chegou a  vender 9 milhões de pares em um ano.

Mas saiu do mercado a partir de 1990, quando grandes marcas de calçados esportivos chegaram ao Brasil.  

Rede Manchete

Diversos programas infantis e novelas que marcaram a TV brasileira estavam na grade de programação da Manchete. A rede de televisão exibia em sua grade os Cavaleiros do Zodíaco, Jiraya e Jaspion. 

O canal foi sucesso de audiência com o telejornalismo e quase desbancou a TV Globo com suas novelas épicas: Pantanal e Xica da Silva. 

Os altos e baixos financeiros acabaram culminando com a falência da empresa, que fez sua última exibição de conteúdo em 10 de maio de 1999, dando lugar à RedeTV!.

Banco Nacional

É impossível desvincular o Banco Nacional da imagem de Ayrton Senna. Ele era patrocinado pela marca, que estampava bonés usados em importantes competições. 

“A imagem que temos de um banco é de algo ruim, que nos cobra no final de cada mês, mas o Nacional conquistou uma posição interessante”, avaliou Marcelo Boschi, professor da ESPM-RJ, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Em 1994, com dificuldades financeiras, o Nacional sofreu uma intervenção do Banco Central, que criou o Proer, programa que estimula a reestruturação e a fusão de bancos para evitar uma crise econômica no país. 

O Banco Nacional quebrou em 1995 e teve seus ativos transferidos para o Unibanco.

Arapuã

Foi uma gigante do varejo de eletrodomésticos do Brasil, chegando a manter 265 lojas em funcionamento e mais de 2 mil funcionários. 

Por dificuldades financeiras, as Lojas Arapuá S/A tiveram sua falência decretada em 2009, pela Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

A defesa da empresa não conseguiu comprovar a possibilidade de sua recuperação financeira. 

Sua propaganda "Arapuã, ligadona em você" ficou na cabeça de muitas gerações.

Banco Bamerindus

“O tempo passa, o tempo voa e a poupança Bamerindus continua numa boa!" foi um dos jingles mais famosos dos anos 1980 e 1990 e fazia alusão aos momentos difíceis que a economia brasileira passava. 

O Banco Bamerindus foi criado em 1943, no Paraná. A maior parte dos bancos tinha alcance apenas estadual, mas, com o desenvolvimento econômico do país, eles precisavam se expandir nacionalmente. 

Chegou a ser uma das maiores instituições bancárias da América do Sul durante as décadas de 1970 e 1980,

"Mas o Bamerindus não aguentou uma crise de crescimento, não conseguiu se expandir. Quando o HSBC chegou ao Brasil, em 1997, comprou os ativos e passivos da marca”, informou o jornalista Heródoto Barbeiro.

Dificuldades de empreender no Brasil

Segundo o Sebrae, a alta carga tributária é o maior pesadelo das empresas do país. O empreendedor também esbarra em burocracias para abrir e para manter o seu negócio. 

Em sua nova produção, “Varig: A Caixa Preta do Brasil”, a BP mostra que a companhia aérea foi uma empresa ícone do capitalismo brasileiro e operou por quase 80 anos. Sobreviveu a sete trocas de moedas, 20 planos econômicos e mudanças no mercado da aviação. 

Mas, na década de 2000, não conseguiu reagir à força de um grande oponente: o Estado. 

A história da Varig é semelhante a de muitos empreendimentos brasileiros, que pagam por decisões e ações equivocadas dos seus governantes. 

É também semelhante à trajetória do Brasil, que tem potencial, mas não decola.

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