Versões opostas
O Departamento de Segurança Interna afirmou que o agente agiu em legítima defesa, alegando que ele temeu pela própria vida, pela dos colegas e pela segurança do público.
A porta-voz do órgão, Tricia McLaughlin, chegou a classificar o episódio como um ato de “terrorismo doméstico”.
O presidente Donald Trump reforçou essa versão em publicação nas redes sociais.
Segundo ele, a mulher que gritava durante a cena seria uma “agitadora profissional” e a motorista teria agido de forma violenta.
“A mulher que dirigia o carro era muito desordeira, obstruindo e resistindo, e então atropelou violentamente o policial do ICE, que aparentemente atirou nela em legítima defesa”, escreveu Trump.
Ele afirmou ainda que, ao ver o vídeo, “é difícil acreditar que o agente esteja vivo”, e informou que o policial está se recuperando no hospital.
O vice-presidente JD Vance também afirmou que o agente do ICE agiu em legítima defesa. Segundo ele, a mulher obstruía uma operação policial e, no momento do disparo, teria acelerado o carro em direção ao agente, o que justificaria a reação.
Autoridades de Minneapolis rejeitaram a versão do governo federal. O prefeito Jacob Frey classificou a justificativa como “ridícula” e afirmou que não há base para a alegação de legítima defesa.
“Isso não é verdade. Não tem fundamento”, disse.
O chefe da polícia local também demonstrou preocupação com a conduta dos agentes federais.
Em qualquer órgão sério de segurança pública, é alarmante atirar contra o carro de uma pessoa desarmada”, afirmou O’Hara.
Tanto o prefeito quanto o governador do estado pediram a retirada dos agentes do ICE da região. Protestos começaram logo após a morte de Renee, com críticas diretas à presença da polícia de imigração na cidade.
Em Nova York, cerca de 400 pessoas se concentraram em frente a um escritório regional do órgão no sul de Manhattan.
Também houve manifestações em cidades como Miami e Nova Orleans, com autoridades locais participando dos atos e pedindo atenção máxima para novas operações de imigração.