No domingo, dia 30 de junho, os franceses foram às urnas para eleger os parlamentares. O presidente Emmanuel Macron havia dissolvido a Assembleia Nacional do país 21 dias antes.
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O partido nacionalista de Le Pen defende políticas para preservar a cultura francesa da onde migratória do Oriente Médio.
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No domingo, dia 30 de junho, os franceses foram às urnas para eleger os parlamentares. O presidente Emmanuel Macron havia dissolvido a Assembleia Nacional do país 21 dias antes.
O resultado das urnas representou um fortalecimento dos partidos de oposição ao atual governo, com o Reunião Nacional (RN), grupo de Marine Le Pen, sendo o maior vencedor, com 33,2% dos votos.
O partido foi fundado em 1972 pelo pai da atual líder, Jean-Marie Le Pen, um ex-combatente nas guerras de independência da Indochina e da Argélia, que já participou de cinco eleições e é conhecido por suas declarações polêmicas.
"O véu não é desejável na sociedade francesa. A batalha é em parte legislativa, mas é também uma batalha cultural que precisa de ser travada."
Bardella, porém, tem afirmado que a sigla tratará a economia com uma postura mais pragmática:
"Eu acredito que a política econômica consiste em um punhado de convicções centrais e muito pragmatismo para garantir confiança e estabilidade para a comunidade empresarial."
A retórica econômica do movimento também traz elementos tradicionalmente ligados à esquerda, como a expansão do estado de bem-estar social, aumentos salariais por meio de redução de impostos e a retomada das leis de aposentadoria pré-Macron.
Tais pautas têm alto custo para o Estado francês e seriam pagas com cortes aos benefícios destinados a imigrantes e refugiados.
O partido tem uma relação histórica de proximidade com a Rússia de Vladimir Putin, porém, desde o início da guerra na Ucrânia, tem mudado seu posicionamento.
Atualmente, as lideranças do RN têm defendido o apoio ocidental à Ucrânia, com a condição de que isso não leve ao acirramento das tensões com a Rússia.
O grupo político também é favorável à legalização do aborto no país. Quando houve a votação para incluir o tema na Constituição, Le Pen enfatizou que:
"Votaremos para incluí-lo na Constituição porque não temos problema com isso."
Na ocasião, a chefe da sigla diminuiu a importância da decisão, afirmando que o direito ao aborto nunca esteve em risco no país:
"Ninguém está colocando o direito ao aborto em risco na França."
O segundo turno do processo eleitoral para a configuração do legislativo deve acontecer no dia 7 de julho e provavelmente confirmará o RN como maior bancada no parlamento francês.