O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) deve servir de alerta a Jair Bolsonaro.
“A gente vai mostrar a cara de quem faz parte do crime organizado nesse país. E o ex-presidente que tome cuidado”.
A declaração foi dada em entrevista à Rádio Itatiaia, durante agenda em Minas Gerais nesta sexta-feira, 29 de agosto.
Ao responder se as operações atuais poderiam atingir políticos de direita, ele também foi questionado sobre a relação estabelecida entre a Presidência e o crime organizado.
“O senhor acha que isso atinge políticos da direita? Porque o ex-presidente Jair Bolsonaro sempre faz uma relação entre o seu governo e o crime organizado. Isso é uma resposta”.
O presidente também comentou a possibilidade de votação de um projeto de lei que concede anistia a investigados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O texto, se aprovado de forma ampla, pode alcançar Bolsonaro.
“Ninguém foi ainda condenado, o homem não foi nem julgado e já está querendo anistia? Ele já está dizendo que é culpado e quer ser perdoado? Não. Ele tem que, primeiro, provar a inocência dele, está tendo o direito à presunção de inocência que eu não tive.”
O julgamento de Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal está previsto para começar na próxima terça-feira, dia 2 de setembro. Lula disse que não acompanhará.
“Eu tenho coisa melhor pra fazer. O que está sendo julgado é o comportamento desse cidadão que foi presidente da República. Se ele cometeu crime, será punido. Se não, será absolvido e a vida continua.”
A Polícia Federal deflagrou uma das maiores operações já realizadas contra o crime organizado nesta última quinta-feira (28).
O alvo foi um esquema bilionário de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro, envolvendo inclusive o mercado financeiro.
Lula disse que a investigação mostrou que a rede de crimes chegou ao chamado “andar de cima”:
“A investigação chegou ao andar de cima, e agora vai mostrar ao Brasil quem são as pessoas realmente envolvidas no crime organizado.”
As declarações de Lula ocorreram em meio ao debate político que antecede as eleições de 2026.
No mesmo momento em que exaltou a atuação da Polícia Federal, o presidente comentou a investigação envolvendo Bolsonaro. Esse tema se soma às discussões sobre anistia no Congresso e ao julgamento marcado no STF para o próximo dia 2.
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