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Pacto de Bretton Woods: entenda porque o dinheiro vale cada vez menos

Economia
Pacto de Bretton Woods
Foto de uma das reuniões do pacto de Bretton Woods. Créditos da foto: AP.
Redação Brasil Paralelo

15 de agosto de 1971: Richard Nixon, presidente dos Estados Unidos, fez um comunicado que mudaria a história da economia mundial para sempre. Ele anuncia o fim do padrão dólar-ouro e, com ele, a morte do pacto de Bretton Woods.

As consequências dessa medida foram: inflação estratosférica, um número de países em crise monetária nunca antes visto, uma degradação de padrões sociais sem precedentes, dívidas nacionais impagáveis e uma desigualdade social galopante. 

Neste texto, será destrinchado o que aconteceu em 1971 e porque o fim do Pacto de Bretton Woods representou um dos maiores golpes para todo o sistema financeiro global. 

  • O Pacto de Bretton Woods é tema de um episódio da série investigativa da Brasil Paralelo, exclusiva para assinantes. Assine a BP Select e tenha acesso a todos os episódios de Investigação Paralela. as investigações dos mistérios do Brasil e do mundo te aguardam. 

O que você vai encontrar neste artigo?

O que foi o Pacto de Bretton Woods?

Em 1944, 700 delegados dos 44 países da Liga das Nações se reuniram em um hotel em Bretton Woods, Nova Hampshire. Nessa reunião, se encontraram John M. Keynes, o economista mais influente do mundo na época, e Harry D. White, assessor do Tesouro Americano e espião soviético

O plano de Keynes era criar uma moeda global e facilitar para os países que interviessem no câmbio entre suas moedas nacionais e esse moeda internacional. White viu a oportunidade de transformar o dólar nessa moeda

Os Estados Unidos tinham 70% de todo o ouro do mundo e, consequentemente, a moeda mais confiável. Os demais países aceitaram o acordo dólar-ouro. 

Em 22 de julho de 1944, todos os membros da Liga das Nações saíam da sala de reuniões com suas moedas lastreadas no dólar. Por sua vez, o dólar era lastreado no ouro e todos os países mandaram o restante de suas reservas para os americanos

Também em Bretton Woods, foram criados dois órgão internacionais: 

  • Fundo Monetário Internacional (FMI): cuida do balanceamento de pagamentos entre os países e da taxa de câmbio.
  • Banco Mundial: Ficou encarregado de reconstruir o mundo no Pós-Guerra emprestando dinheiro a países aleijados pelo conflito.

Como todas as moedas nacionais passaram a ser lastreadas no dólar, a disparidade entre elas não podia ultrapassar 1% de diferença para cima ou para baixo. Caso essa paridade fosse ameaçada, os Bancos Centrais de cada país entrariam comprando dólares. 

Assim como na década de 20, até 1971 isso garantiu aos Estados Unidos um tempo de bonança e prosperidade econômica. A paz acabaria menos de 30 anos depois com o comunicado do Presidente Richard Nixon em 15 de agosto de 1971. 

Seu fim acarretaria em um grande aumento no número de países sofrendo com crises financeiras, mas isso não era uma surpresa para os economistas austríacos. Assine a Brasil Paralelo e faça o curso Introdução à Escola Austríaca de Economia. O conhecimento por trás dos ciclos econômicos está aqui. 

Fim do lastro em ouro

Durante as décadas de 50 e 60, os Estados Unidos se entregaram a políticas expansionistas, populismos e ao crescimento do Estado de Bem-Estar Social. Com isso, os gastos públicos aumentaram. 

Ao entrar na década de 70, as reservas de ouro americanas já estavam 55% esgotadas. A impressão de dólares aumentou a base monetária em 120% de 1959 até 1971. 

Como o dólar estava cada vez mais abundante e o ouro cada vez mais escasso, o preço dos dois começou a se descolar.

Os americanos começaram a sentir a inflação. Inglaterra e França, entendendo o movimento, pediram suas reservas de ouro de volta. 

Não havendo mais como controlar a inflação, Nixon foi a público. Ele comunicou que a partir daquele 15 de agosto de 1971, preços e salários estariam congelados nos EUA. Todas as importações paralisadas e o Pacto de Bretton Woods terminado

A partir daquele momento o dólar deixa de ser lastreado no ouro. Ele se torna a definição de uma moeda fiduciária. Essa palavra vinha “fidúcia” que significa confiança. Ou seja, a única coisa que mantinha o dólar tendo valor a partir dessa data, era a confiança das pessoas no governo americano

Os Estados Unidos não honrou a confiança depositada nele. Após 1971, a produtividade aumentou 246%, mas a compensação financeira para os trabalhadores foi apenas de 115%

O Produto Interno Bruto dos países acelerou em velocidades históricas, mas os salários não acompanhavam. A desigualdade social não parou de crescer, a inflação passou de 2000% após os anos 2000 e a quantidade de países em crise financeira cresceu exponencialmente. 

As dívidas nacionais dos países chegaram a níveis estratosféricos e isso não teve consequências apenas econômicas. O número de mães solteiras, presidiários, divorciados e adultos morando com os pais aumentaram em mais de 50%

Tudo isso é mostrado com gráficos animados no episódio da série Investigação Paralela sobre o Pacto de Bretton Woods. Assine a Brasil Paralelo e assista o documentário completo.

O fim do lastro em ouro teria sido bom?

No artigo The end of the Bretton Woods System publicado pelo próprio FMI, é feita uma defesa da decisão tomada por Nixon em 1971. Foi escrito que a transição das taxas de câmbio foram feitas de forma estável

Os governos puderam ajustar o preço de suas moedas com mais liberdade, de acordo com o petróleo e outras commodities. Uma pesquisa aponta que 9 em cada 10 economistas discordam totalmente de retornar ao padrão ouro

Desatrelar o ouro do dólar permitiu que a demanda por moeda fosse atendida e a pobreza sanada. Além disso, é consenso que o padrão de vida geral no mundo todo só melhorou desde então

O crédito barato também é o que permite que start ups como Uber e iFood possam existir, mesmo que operando no vermelho. O Estado de Bem-Estar Social também só foi possível devido ao aumento do dinheiro disponível.  

Mesmo que tudo isso venha acompanhado de inflação, há economistas que afirmam que uma desvalorização controlada da moeda gera incentivo ao consumo. Se os preços caíssem com o tempo, em vez de aumentar, as pessoas reduziriam seus gastos para poupar. Isso seria ruim para os comerciantes que querem vender. 

Para entender melhor as relações intrínsecas que perpassam a economia e a natureza humana, faça o curso O que é Capitalismo do Núcleo de Formação da Brasil Paralelo.

A crise advinda do fim do lastro em outro

Deixar os países livres para imprimir suas moedas como quiserem fez crises inflacionárias surgirem por todo o mundo. A inflação não é um incentivo ao consumo e nem a deflação um desincentivo. 

Quando se está com fome se compra comida, não importando o preço dela no futuro. Além disso, há pessoas que sabem como se proteger da inflação e até lucrar com ela e essas pessoas consomem como todas as demais

Apenas na América Latina, quase todos os países passaram por crises inflacionárias. O argumento de que a transição das taxas de câmbio foi estável não se sustenta

  • Brasil – teve hiperinflação nas décadas de 1980 e início dos anos 1990 (chegando a mais de 2.000% ao ano antes do Plano Real em 1994). Salários reais perderam 40% do poder de compra.
  • Argentina – diversas crises inflacionárias, a mais famosa entre 1989–1990 (hiperinflação acima de 3.000% ao ano). Salários reais perderam 50% do poder de compra.
  • Chile – início dos anos 1970, inflação altíssima (em 1973 chegou perto de 500%). Salários reais perderam 40% do poder de compra.
  • Peru – hiperinflação no final dos anos 1980 (chegando a mais de 7.000% em 1990). Redução dos salários chegou 50%
  • Bolívia – hiperinflação entre 1984–1985 (chegando a 24.000% ao ano). O salário médio ao final da década valia apenas 10% do que valia no início. 
  • Nicarágua – nos anos 1980, com taxas acima de 30.000% ao ano. Salários perderam 90% do seu valor real.
  • Venezuela – hiperinflação recente, de 2016 em diante, com milhões por cento acumulados. Em cinco anos, o salário médio 50 dólares do venezuelano se reduziu para 5 dólares.

Inflação não incentiva o consumo. Ela reduz o poder de compra da população e transfere renda dos mais pobres para os mais ricos por meio do Efeito Cantillon. Para saber o que é isso, assine a Brasil Paralelo e assista o episódio sobre o Pacto de Bretton Woods da série Investigação Paralela

O fim do Pacto de Bretton Woods foi um dos golpes mais duros já dados contra a saúde do sistema financeiro global. Mas entender a sua magnitude passa por compreender a história do próprio dinheiro. 

A origem do dinheiro

Há duas teorias para a origem da moeda enquanto conceito: 

1- O dinheiro nasce quando uma commodity específica é adotada voluntariamente pelos membros de uma comunidade como meio de troca. 

2- O dinheiro foi criado pela autoridade do Estado e, portanto, seu valor se sustenta pela confiança nas instituições públicas. 

Analisando a bibliografia, a teoria que apresenta maior força é a primeira

Por que esses produtos eram usados como dinheiro?

A lei mais básica da economia é a da oferta e demanda. Em termos simples ela o seguinte: quanto mais se tem de algo, menor é o seu valor

Para que algo possa ser usado como dinheiro, é necessário que esse produto seja escasso o suficiente para reter o valor do trabalho depositado em obtê-lo. Ao mesmo tempo, deve ser abundante o suficiente para suprir a demanda da comunidade que o adotou. 

Durante o tempo em que foram adotados como moeda, esses produtos mantiveram esse equilíbrio. Uma vez entendida a origem do dinheiro, o próximo passo é entender como nasceram os bancos

  • Fernando Ulrich faz um excelente apanhado histórico sobre a origem do dinheiro no curso A Nova Moeda. Assine a Brasil Paralelo e aprenda sobre a invenção mais revolucionária da história da economia recente: o Bitcoin.

Como os bancos surgiram? 

Os primeiros bancos que se têm registro datam do século VIII a.C., na Mesopotâmia. Templos eram usados para armazenar, catalogar, emprestar e trocar na moeda local. Os sacerdotes que os administravam eram participantes da cúpula governamental

Na Grécia, o filósofo e historiador Xenofonte (430a.C. - 354 a.C.) escreveu em sua obra Recursos Públicos sobre a criação de um sistema em que os bancos seriam administrados por entes privados

Sua ideia só se tornou realidade com o advento dos bancos criados pelas ordens militares da Igreja Católica

Os Templários, criados em 1119 d.C., se viram na necessidade de transportar dinheiro com mais facilidade. Eles decidiram criar as cartas de crédito. Essas cartas funcionavam como “vales” que davam as pessoas o direito a depositar e sacar dinheiro nas bases templárias. 

Um nobre francês, por exemplo, poderia depositar uma certa quantidade de ouro em uma base templária na França. Ao fazer isso, ele recebia um papel que dizia que ele tinha direito à quantidade depositada. Ele poderia chegar em qualquer base templária em qualquer outro local, apresentar a carta e sacar seu ouro

Nessa época, os metais preciosos já eram usados como reserva de riqueza pelas pessoas de várias civilizações. O dólar, por exemplo, representava uma fração de prata. O valor do dólar não estava nele, mas sim na quantidade de prata que ele representava

Com a queda do feudalismo, dois tipos de bancos seriam criados:

Bancos de depósito: Serviam como grandes cofres para que as pessoas guardassem seu dinheiro em segurança. Contudo, como o dinheiro ficava praticamente parado, os correntistas não tinham altos rendimentos.

Bancos mercantis: Bancos de investimento que tomavam empréstimos para investir em projetos e lucravam com os juros. Os correntistas desses bancos recebiam maiores rendimentos devido ao risco dos projetos fracassarem. 

Os banqueiros faziam um juramento que foi escrito na Catedral de San Martino: nada de roubos, nada de truques, nada de falsificação. Com o tempo, esse juramento foi abandonado.

Reserva fracionária: a corrupção dos bancos

Com o passar do tempo, os bancos passaram a praticar a reserva fracionária, uma forma de multiplicar o dinheiro disponível na sociedade de forma artificial. Eles faziam isso emprestando dinheiro que não era deles

Os governos também nunca viram motivo para criminalizar a prática, afinal, ter os bancos como grandes impressoras de empréstimos era conveniente. Os políticos viam a oportunidade de financiar seus projetos com dívidas que quase nunca seriam quitadas

Funcionava da seguinte forma: 

Henrique depositava 100 reais. O banco guardava 10% desse dinheiro e emprestava 90% para Maria sem o consentimento de Henrique. Por sua vez, Maria depositava uma parte do dinheiro que o próprio banco lhe emprestou. O banco pega parte do depósito de Maria e empresta para um terceiro cliente e assim sucessivamente. 

Os dois principais problemas da reserva fracionária são: 

  • Violação de propriedade privada: o banco empresta dinheiro que não é dele sem permissão. 
  • Aumento artificial de base monetária: a quantidade de dinheiro circulando na sociedade passa a ser maior que a que realmente existe nos depósitos do banco.

Henry Ford teria dito: 

“Se nós soubéssemos como o sistema financeiro realmente funciona, haveria uma guerra civil no dia seguinte.”

A reserva fracionária faz com que o maior pesadelo de um banco seja que todos os seus clientes queiram sacar o dinheiro ao mesmo tempo. O motivo disso é que se acontecer o banco não vai ter reservas suficientes para pagar a todos. Logo, vai a falência.

Sabendo disso, os bancos eram obrigados por lei a manter uma fração dos depósitos em seus cofres, mas em 15 de março de 2020 essa restrição também foi retirada.

Esse fenômeno é chamado de corrida aos bancos e ele aconteceu em todos os momentos de grande crise financeira da história como, por exemplo, em 1907 nos Estados Unidos

A quebra dos bancos americanos no início do século XX resultou na falência de empresas, perda de poupanças e desemprego. Para evitar que algo assim acontecesse de novo, voltou-se a discutir a ideia de um Banco Central.

O nascimento do Federal Reserve

Em 22 de novembro de 1910, os banqueiros e políticos mais poderosos dos Estados Unidos embarcaram para a Ilha de Jekyll, na Georgia. Lá, em uma reunião secreta, eles escreveram o Federal Reserve Act

Nesse documento, detalhava-se a estruturação do Banco Central Americano. Ele teria o poder de imprimir dólares, controlar reservas de ouro e emprestar esse dinheiro para o governo. Em 24 de dezembro de 1913, o Presidente Woodrow Wilson assinou o documento.

Sete anos após o nascimento do Federal Reserve (FED) os EUA passaram por uma nova crise. Contudo, o Crash de 1920 não é tão lembrado por ter sido rapidamente superado. 

A crise que entrou para a história foi a de 1929. Em três anos, os Estados Unidos viram 29% do seu PIB despencar. As taxas de desemprego bateram 25%, 11 mil bancos faliram, as exportações caíram pela metade e as importações mergulharam 70%

Após quase 10 anos de bonança, um terço da economia americana havia sido destruído. O que estava por trás da euforia vivida no país durante a década de 20 era uma constante impressão de dólares ministrada pelo FED. 

Entre 1922 e 1929, a base monetária aumentou 56%. Por oferta e demanda, o dólar perdeu mais da metade do seu valor

Os Estados Unidos só voltaram ao ponto em que se encontravam antes da crise em 1941, já na reta final da Segunda Guerra

O país enriqueceu muito vendendo armas e produtos para os Aliados. Ao final do conflito, dois terços das reservas de ouro do mundo se encontravam nos cofres do Federal Reserve

A guerra destruiu a confiança nas instituições, desvalorizou as moedas europeias e devastou as reservas de ouro do Velho Continente. Um novo sistema financeiro mundial precisava ser criado para que esses países fossem recuperados. Foi aí que aconteceu o Pacto de Bretton Woods

O fim do pacto permitiu que investidores postassem na desvalorização de moedas pelo mundo. George Soros, por exemplo, obteve um lucro de um bilhão em um único dia, após apostar contra a Libra esterlina em 1992. 

Há teorias de que o pacto como um todo foi um plano para colocar a economia mundial nas mãos de poucos bilionários. Esses, por sua vez, teriam o poder de decidir os rumos da humanidade, uma vez que controlassem o sistema econômico global. 

Para se aprofundar nessa história, assine a Brasil Paralelo e assista ao episódio da série Investigação Paralela em que todas as teorias sobre o Pacto de Bretton Woods são abordadas. 

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