A Argentina se prepara para as eleições legislativas no dia 26 de outubro. A votação é estratégica para o governo, já que atualmente a oposição é maioria no Congresso.
Em meio a uma disputa acirrada, o presidente e seus apoiadores têm sido alvo de ataques e acusações de corrupção.
No dia 27 de agosto, o presidente foi alvo de pedras e outros objetos arremessados durante uma carreata em Lomas de Zamora, um reduto peronista. Milei precisou ser evacuado às pressas, mas não houve feridos.
No dia seguinte, a irmã de Milei e secretária-geral da Presidência, Karina Milei, também foi agredida em um evento de campanha em Corrientes.
A comitiva em que ela estava conseguiu percorrer apenas uma quadra, em meio a empurrões e agressões de manifestantes opositores.
Karina e sua equipe tiveram que ser retirados às pressas do local em uma caminhonete. Duas pessoas foram detidas.
Entenda mais sobre a política da Argentina e como o país caiu na crise que levou Milei ao poder com a trilogia A Queda da Argentina. Assista ao primeiro episódio abaixo:
A deputada do partido A Liberdade Avança, Pilar Ramírez, também denunciou ataques contra estudantes universitários do movimento libertário:
“Ontem foram pedras contra o presidente Javier Milei, hoje socos e golpes em militantes libertários na faculdade. Os kirchneristas foram, são e serão violentos. Todo o meu apoio aos jovens do Somos Libres que foram agredidos por esses delinquentes. Não vão nos frear.”
Em resposta, o presidente disse que os ataques apenas o incentivam a continuar seu movimento:
“Não vamos ser intimidados por essas ações covardes. De qualquer forma, eles nos encorajam, porque nos mostram que estão com medo, que estão desesperados e que não [avançam contra] Javier Milei, mas contra a liberdade de todos os argentinos.""
Ele também disse estar acostumado com a violência por causa de seu passado com o futebol:
"Não vou me assustar. Comentei mais cedo com vocês que quando jogava pelo [clube de futebol] Chacarita, a quantidade de vezes em que fiquei debaixo de uma chuva de pedras... Estou acostumado à chuva de pedras"
O ranking de popularidade mundial, feito em julho pela empresa americana de consultoria Morning Consult Pro, colocava Milei como um dos governantes mais populares do mundo.
Na época, ele estava com aproximadamente 57% de aprovação e era o terceiro mais bem avaliado da lista.
No entanto, uma pesquisa do Atlas-Intel/Bloomberg feita em agosto mostra que 51,1% dos argentinos desaprovam seu governo, enquanto 43,6% aprovam.
O atual índice de desaprovação é o mais alto desde o início do governo em novembro de 2023.
Além disso, uma pesquisa da consultoria Horus mostra que 86% dos comentários recentes em redes sociais acusam o governo de corrupção.
O levantamento, que analisou o sentimento de usuários do Instagram e do Facebook, acontece após o vazamento de um áudio comprometedor de sua irmã.
A gravação de áudio foi atribuída a Diego Spagnuolo, ex-chefe da Agência Nacional para a Deficiência (Andis).
O vazamento revela um suposto esquema de propina na compra de medicamentos para pessoas com deficiência.
A voz atribuída ao ex-diretor diz que a irmã do presidente, Karina Milei, teria recebido 3% de propina.
O presidente disse à imprensa que vai levar Spagnuolo para a Justiça e “provar que ele mentiu”
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