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February 28, 2026
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Internacional
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Guerra no Oriente: entenda o conflito entre Paquistão e o regime Talibã do Afeganistão

Países já foram importantes aliados, mas a relação foi estragada por grupos terroristas e aproximação com a Índia.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
27/2/2026 13:12
World Organization for Peace

O governo do Paquistão declarou guerra ao Afeganistão e bombardeou a capital Cabul, além das cidades de Kandahar e da província de Paktia.

Segundo autoridades paquistanesas, os ataques foram feitos com mísseis disparados contra escritórios e postos militares do Talibã

O Exército afirmou ter atingido 22 alvos militares e matado 274 autoridades e militantes do regime do Talibã

Imagem dos ataques aéreos em Cabul.

Além disso, informou que pelo menos 12 soldados paquistaneses morreram no conflito até o momento. O governo afegão confirmou os bombardeios, mas negou que haja vítimas. 

O talibã retaliou com ataques com drones contra instalações militares paquistanesas em Islamabad, Nowshera, Jamrud e Abbottabad

Imagem do ataque a drone divulgado pela televisão estatal afegã.

Apesar da ofensiva, o governo do Paquistão declarou ter abatido todos os drones e negou vítimas.

Talibã pede pela paz

Apesar da escalada militar, Mujahid afirmou que seu país deseja resolver o conflito por meio do diálogo:

Temos enfatizado repetidamente uma solução pacífica e ainda queremos que a questão seja resolvida por meio do diálogo”, disse em coletiva de imprensa.

O regime iraniano, que passa por momentos de tensão com os EUA, chegou a se oferecer como mediador para a paz na região

A República Islâmica do Irã está pronta para fornecer toda a assistência necessária para facilitar o diálogo e contribuir para melhorar o entendimento e a cooperação entre os 2 países”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi.  

Ele também chegou a destacar que o conflito acontece em um dos períodos mais sagrados para o Islã:

Durante o mês sagrado do Ramadã, é apropriado que o Afeganistão e o Paquistão administrem e resolvam as diferenças existentes no âmbito da boa vizinhança e por meio do diálogo”.  

Além do Irã, o governo da China também fez apelos por moderação e cessar-fogo imediato.

O que está causando a guerra?

O estopim da atual escalada foi uma série de atentados atribuídos ao grupo Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), conhecido como Talibã paquistanês.

O Paquistão acusa o governo talibã de abrigar líderes e combatentes do TTP em território afegão.

Segundo as alegações, a organização estaria usando o território afgegão para treinar e lançar ataques contra o país vizinho.

O TTP trava guerra contra o Estado paquistanês desde 2007, mas vêm intensificando suas ações ao longo dos últimos anos, com atentados recentes como:

  • Um ataque em novembro de 2025 que matou 12 pessoas e feriu 27 em frente a um tribunal em Islamabad;
  • Um ataque no início do mês que deixou 31 mortos e 130 feridos em uma mesquita xiita na capital;
  • Emboscadas e ataques a postos policiais que mataram agentes de segurança nos últimos dias.

Apesar das acusações, o regime de Cabul nega que esteja oferecendo abrigo para militantes.

Paquistão e Talibã: de aliados a rivais

Apesar do conflito atual e das tensões recentes entre os dois países, o governo paquistanês foi um importante aliado do Talibã.

O país ajudou a criar o Talibã afegão no início da década de 1990 e apoiou o grupo durante sua ascensão ao poder. 

Além disso, foi um dos três países no mundo que reconheceram o governo Talibã antes da invasão americana. 

Muitos líderes talibãs se refugiaram no Paquistão durante a ocupação americana após os atentados de 11 de setembro de 2001, feitos pela Al Qaeda.

Quando o Talibã retomou o controle de Cabul em 2021, o então primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, afirmou que os afegãos haviam “quebrado os grilhões da escravidão”.

Os serviços de inteligência paquistaneses também ajudaram os terroristas a derrubarem a resistência interna do país, principalmente na região do Vale do Panjshir.

No entanto, os ataques do TTP dentro do Paquistão aumentaram depois do retorno do talibã ao poder.

Ao mesmo tempo, o governo talibã acusa o Paquistão de abrigar membros do Estado Islâmico de Coraçone (ISIS-K), que ataca o regime afegão.

Além disso, a aproximação diplomática recente entre Afeganistão e Índia também fez a tensão regional crescer.

O ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Asif chegou a falar da decepção que seu governo sentiu com o regime Talibã em uma publicação no X:

Após a retirada das forças da OTAN, era esperado que houvesse paz no Afeganistão e que o Talibã se concentrasse nos interesses do povo afegão e na paz na região. No entanto, o Talibã transformou o Afeganistão em uma colônia da Índia. Eles reuniram todos os terroristas do mundo no Afeganistão e começaram a exportar terrorismo.”

Além disso, agora a conta do ministro está cheia de reportagens de materiais da ONU e de outras organizações internacionais acusando o talibã de violar direitos humanos.

Paquistão é mais forte do que Afeganistão

As forças armadas do Paquistão são muito mais poderosas do que as do Afeganistão, contando com mais de 600 mil militares na ativa e arsenal nuclear.

Enquanto isso, o Talibã controla um efetivo estimado em 172 mil combatentes extremamente experientes em guerra de guerrilha e combates assimétricos.

Apesar de não ser uma potência militar, o Afeganistão é conhecido como “o cemitério de impérios”.

Isso porque derrotou alguns dos países mais poderosos da história moderna, acabando com a ocupação britânica, soviética e americana 

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