Alexandre de Moraes e a lei Magnitsky
No último dia 18 de julho, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou a revogação dos vistos de Alexandre de Moraes, de outros sete ministros do Supremo Tribunal Federal e de seus familiares próximos.
A medida foi interpretada como um recado político do governo Trump em meio às tensões com o Brasil.
Na sequência, uma entidade americana ligada ao processo da Trump Media e da plataforma Rumble contra Moraes apresentou à Justiça dos Estados Unidos um pedido formal para que ele seja enquadrado na Lei Magnitsky.
A organização alega que o ministro cometeu violações à liberdade de expressão ao bloquear contas e censurar conteúdos de cidadãos e empresas americanas.
O uso da Lei Magnitsky para punir um ministro de Suprema Corte seria inédito. Até agora, ela tem sido aplicada sobretudo contra ditadores, militares, agentes de inteligência e oligarcas ligados a esquemas de corrupção ou repressão em países como Rússia, China, Irã, Venezuela e Nicarágua.
Consequências possíveis
Se aprovado o pedido, Moraes poderia sofrer bloqueio de bens, cancelamento de qualquer tipo de entrada nos EUA e exclusão de relações com instituições financeiras ligadas ao sistema americano, o que inclui bancos europeus e até mesmo transações internacionais com cartão de crédito.
A tensão diplomática entre os dois países já é visível. A suspensão dos vistos coincidiu com a operação da Polícia Federal contra Jair Bolsonaro e acentuou os embates entre o Judiciário brasileiro e o governo Trump.
Nos bastidores, aliados do ex-presidente Eduardo Bolsonaro afirmam que novas medidas poderão ser anunciadas nos próximos dias. Entre elas, sanções econômicas mais amplas e denúncias em organismos internacionais.
As atualizações desses e dos principais assuntos do momento, você pode receber de graça em seu email. Basta clicar aqui e fazer um rápido cadastro em nossa newsletter jornalística.