O Diário de Anne Frank foi publicado em 25 de junho graças aos esforços de Otto Frank, pai de Anne. Ele foi encorajado por um amigo que trabalhava em uma editora:
“Você não tem o direito de manter o diário como propriedade privada, é um documento humano e você deveria publicá-lo”.
Inicialmente, ele relutou em ler e publicar o diário, mas confessou que só conheceu verdadeiramente Anne por meio de suas palavras. Em entrevista à BBC, falou:
"Eu só aprendi a conhecê-la realmente por meio de seu diário"
O diário começou quando Anne ganhou um livro de autógrafos no aniversário de 13 anos, em 12 de junho de 1942. Ela decidiu usá-lo para registrar seus pensamentos mais íntimos, como se escrevesse para um amigo.
Um mês depois, a irmã de Anne, Margot, recebeu uma convocação para se apresentar em um campo de trabalho forçado alemão.
Otto Frank e sua famíla já haviam deixado Frankfurt em 1933. Foram para Amsterdã após a ascensão nazista na Alemanha. A aparente segurança na Holanda durou pouco. Em 1940, Hitler invadiu o país e impôs medidas antissemitas, como a proibição de negócios judeus, o uso obrigatório da estrela amarela e o toque de recolher.
Desde 1938 Otto Frank tentava emigrar com a família para os EUA, mas não conseguia. Em julho de 1941, os nazistas fecharam os consulados americanos nos territórios ocupados, encerrando essa possibilidade.
Para escapar das autoridades, a família Frank se escondeu em um anexo secreto sobre as instalações comerciais de Otto, em Amsterdã. Eles permaneceram ali por dois anos junto com outra família e um amigo, vivendo em silêncio durante o dia e evitando até usar o banheiro, com medo de serem descobertos.
Os alimentos e suprimentos eram levados por um pequeno grupo de ajudantes. Durante o tempo no esconderijo, Anne escrevia em segredo em seu diário. Ela criava personagens fictícios, como Kitty, para quem direcionava suas cartas. Ali, ela revelava sua ansiedade, sonhos, frustrações e o tédio de viver confinada com outras pessoas.
O último registro no diário é de 1º de agosto de 1944. Três dias depois, a Gestapo descobriu o esconderijo.
Otto foi separado da esposa e das filhas e mandado para Auschwitz. Ao fim da guerra, voltou para Amsterdã. Dois de seus amigos resgataram o diário de Anne e o entregaram, mas ele não conseguiu ler num primeiro momento.
Ao sair com vida do campo de concentração, Otto passou por tempos de muitas dúvidas. Há um filme que trata do tema de “o que fazer após perder as esperanças”. Leia o artigo da Brasil Paralelo sobre o filme Filho de Saul.
O diário ofereceu um olhar íntimo sobre a mente da garota. Enfrentando a adolescência em meio ao medo e ao confinamento. Com linguagem simples, ela escreveu sobre conflitos familiares, inseguranças, as mudanças no corpo, o isolamento e a constante ameaça de serem descobertos. Se sentia frustrada com as pessoas com quem vivia no anexo.
“Um pássaro canoro que teve suas asas cortadas e que se atira na escuridão total contra as grades de sua gaiola.”
Foi como ela descreveu que se sentia.
Também falou sobre seus sonhos de patinar na Suíça e de ser publicada:
“Quero continuar vivendo depois da minha morte”
Além de Anne, Wladyslaw Szpilman também entrou para a história como um judeu que tentou sobreviver aos avanços de Hitler. Fizeram um filme que conta sua história. Leia o artigo da Brasil Paralelo sobre O Pianista.
O Diário de Anne Frank é real?
Quando o diário foi publicado, Otto Frank afirmou em um prólogo que o conteúdo era, em sua maioria, escrito por Anne. Apesar de negacionistas do Holocausto alegarem falsificação, análises críticas e forenses confirmaram a autenticidade do manuscrito.
Após a morte de Otto Frank, em 1980, o Instituto Holandês de Documentação de Guerra realizou um estudo forense dos manuscritos. Em 1986, concluiu-se que a caligrafia era de Anne Frank e que papel, tinta e cola correspondiam aos materiais usados em Amsterdã na época em que o diário foi escrito.
O estudo comparou os cadernos originais de Anne com as versões reescritas em folhas soltas e a edição final em inglês. Constatou-se que a publicação contém transcrições fiéis, representando cerca de um terço do material original.
As edições feitas são comuns em diários históricos, como os de Katherine Mansfield e Anaïs Nin, que também foram revisados pelos autores e depois editados por terceiros.
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