Meio Ambiente
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Documentário aborda queimadas na Amazônia e revela interesses econômicos e políticos por trás de ativismo ambientalista

Cortina de Fumaça é um documentário que aborda o problema das queimadas na Amazônia, além de outros problemas ambientais no Brasil e no mundo.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
3/8/2023 18:06
Wikimedia Commons

Em 2019, as queimadas da Amazônia estampavam jornais pelo mundo inteiro. Presidentes de outros países comentavam a situação. Parecia que uma das florestas mais importantes do mundo estava prestes a deixar de existir… mas não foi o que aconteceu.

A foto que o presidente Macron utilizou para exemplificar as queimadas na Amazônia era falsa, assim como muitas das informações divulgadas, como os dados sobre a extensão das queimadas realizadas a partir de dados do INPE.

Buscando entender o que está por trás desse ambiente político de desinformação, a Brasil Paralelo realizou uma investigação exclusiva sobre o meio ambiente e abordou as queimadas na Amazônia, resultando no documentário Cortina de Fumaça.

Grandes personalidades mundiais participaram do documentário, como os Ministros Alysson Paulinelli, Roberto Rodrigues e Patrick Moore, co-fundador do Greenpeace.

O que você vai encontrar neste artigo?

As queimadas na Amazônia são fatais?

Uma rápida pesquisa mostra que as queimadas da Amazônia não são fatais. Dados da Embrapa Territorial de 2020, demonstram que 84% da vegetação amazônica nativa está totalmente preservada, intocada, mesmo após todas as queimadas do ano anterior. 

Um Boeing 747, um dos aviões comerciais mais rápidos do mundo, sobrevoando a floresta amazônica a 700 km/h demoraria aproximadamente 6 horas para atravessá-la hoje em dia. São mais de 5 milhões de quilômetros quadrados de floresta praticamente intacta.

A floresta amazônica, sozinha, ocupa aproximadamente 60% do território brasileiro. Mais da metade do território brasileiro é composto por densa vegetação equatorial com pouquíssimos habitantes humanos.

  • Mais informações como essas e comentários de especialistas você confere no documentário Cortina de Fumaça.  

Motivações das queimadas

Para a agricultura de subsistência dos povos locais, é necessário algum nível de desmatamento na densa vegetação equatorial, sendo necessário realizar as queimadas. 

Mesmo as grandes extensões agropecuárias estão longe de oferecer risco para todo o ecossistema, em sua maior parte preservado, já que atualmente a agricultura brasileira ocupa 7,6% do território do país.

Se a agricultura tivesse que se expandir, as florestas não seriam a principal escolha, já que existem terras aráveis desocupadas. As florestas exigiriam muito mais esforço para serem adequadas às necessidades dos agricultores.

Se este é o caso, por que a mídia iniciou um movimento de preservação de uma floresta quase totalmente já preservada?

Quais são as principais Fake News e os interesses por trás dessas mentiras?

Esta foto foi tirada em agosto de 2019 e representa um filhote de macaco morto, asfixiado pelas queimadas na Amazônia, enquanto sua mãe chora com ele nos braços sem poder fazer nada.

O instante dessa cena trágica viralizou e foi repetido diversas vezes nas redes sociais. Em pouco tempo, milhares de curtidas e compartilhamentos ajudaram a disseminar essa informação.

O problema é que era uma notícia falsa.

Essa foto foi tirada pelo fotógrafo Avinash Lodhi, em Jabalpur, na Índia, no ano de 2017, e não tem nenhuma relação com a Amazônia.

Segundo o próprio fotógrafo, o filhote não morreu, apenas desmaiou por alguns minutos.

Celebridades como Madonna, Cristiano Ronaldo, Maradona e Leonardo diCaprio, compartilharam fotos de uma floresta com grandes chamas e clamaram pela ajuda de seus fãs e de instituições internacionais, criticando a atuação do governo brasileiro.

Contudo, essas fotos também eram falsas. Como consequência das supostas fotos, outras soberanias nacionais fizeram graves ameaças ao Brasil devido às queimadas. 

A mais conhecida delas foi a do Presidente Francês, Emmanuel Macron.

França ataca o Brasil 

O líder da França se referiu a Amazônia como “nossa casa” e ameaçou penalizar o país pelas queimadas com uma tentativa de vetar os acordos econômicos entre a União Europeia e o G7 com o Brasil. 

Em seu discurso, o líder francês afirmou que um dos motivos essenciais para se preservar a floresta amazônica é o fato dela produzir 20% do oxigênio do mundo, de forma que as queimadas iriam gerar uma escassez de ar respirável por todo o globo terrestre.

Entretanto, a afirmação de que a Amazônia é o pulmão do mundo não é verdadeira. Afinal, no processo de respiração, as plantas consomem praticamente todo o oxigênio que produzem. 

Quais são os possíveis interesses internacionais na Amazônia?

Devido ao pequeno território e às terras não muito férteis para a agricultura, a Europa possui dificuldade na produção de alimentos. De todo o PIB da União Europeia, a agricultura ocupa apenas 1,1%.

Nesse cenário de dificuldades de produção, a UE precisa subsidiar a agricultura de seus países membros, repassando, apenas para a França, R$ 7,35 bilhões por ano, mais que qualquer outro país da Europa.

Com o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, a Europa poderá comprar mais produtos agrícolas por menores preços. 

Isso é mais vantajoso do que gastar muito para produzir pouco no próprio continente, já que a produção agropecuária no Brasil é muito menos custosa devido às facilidades do território.

Se, porém, houver um acordo entre o Brasil e a União Europeia, a França perderá grande parte de todos os bilhões que recebe por ano. Prejuízo para os franceses, benefícios para os brasileiros. 

Além disso, a França tem empresas que precisam de elementos encontrados apenas na Amazônia para produzir seus principais produtos, como é o caso de muitos dos seus perfumes que utilizam o pau-rosa em sua confecção, como o famoso Channel nº5.

O IBAMA tentou proibir essas empresas de continuarem a extração do pau-rosa, porque ele está em processo de extinção. Contudo, eles obtiveram vitória na justiça brasileira e continuam a derrubá-los.

Além dos perfumes, outros produtos são retirados do Brasil e usados na França. Na Amazônia, a mineradora francesa, Imerys, protagonizou um dos piores casos de poluição da região.

Em 1 mês, a companhia foi responsável por 5 vazamentos de metais tóxicos nas águas de Barcarena, no Pará, causando dano à saúde de aproximadamente 7 mil pessoas.

A empresa foi condenada em 77 milhões de reais em multas pela justiça brasileira, sendo obrigada a fornecer água e cesta básica para os moradores da região. Além disso, foi proibida de armazenar os minerais causadores dos estragos ambientais. 

Assista agora ao documentário Cortina de Fumaça 

Os casos relatados acima são a ponta do iceberg, o documentário Cortina de Fumaça aborda em detalhes alguns dos principais interesses por trás do alarmismo com as queimadas.

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