França ataca o Brasil
O líder da França se referiu a Amazônia como “nossa casa” e ameaçou penalizar o país pelas queimadas com uma tentativa de vetar os acordos econômicos entre a União Europeia e o G7 com o Brasil.
Em seu discurso, o líder francês afirmou que um dos motivos essenciais para se preservar a floresta amazônica é o fato dela produzir 20% do oxigênio do mundo, de forma que as queimadas iriam gerar uma escassez de ar respirável por todo o globo terrestre.
Entretanto, a afirmação de que a Amazônia é o pulmão do mundo não é verdadeira. Afinal, no processo de respiração, as plantas consomem praticamente todo o oxigênio que produzem.
Quais são os possíveis interesses internacionais na Amazônia?
Devido ao pequeno território e às terras não muito férteis para a agricultura, a Europa possui dificuldade na produção de alimentos. De todo o PIB da União Europeia, a agricultura ocupa apenas 1,1%.
Nesse cenário de dificuldades de produção, a UE precisa subsidiar a agricultura de seus países membros, repassando, apenas para a França, R$ 7,35 bilhões por ano, mais que qualquer outro país da Europa.
Com o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, a Europa poderá comprar mais produtos agrícolas por menores preços.
Isso é mais vantajoso do que gastar muito para produzir pouco no próprio continente, já que a produção agropecuária no Brasil é muito menos custosa devido às facilidades do território.
Se, porém, houver um acordo entre o Brasil e a União Europeia, a França perderá grande parte de todos os bilhões que recebe por ano. Prejuízo para os franceses, benefícios para os brasileiros.
Além disso, a França tem empresas que precisam de elementos encontrados apenas na Amazônia para produzir seus principais produtos, como é o caso de muitos dos seus perfumes que utilizam o pau-rosa em sua confecção, como o famoso Channel nº5.
O IBAMA tentou proibir essas empresas de continuarem a extração do pau-rosa, porque ele está em processo de extinção. Contudo, eles obtiveram vitória na justiça brasileira e continuam a derrubá-los.
Além dos perfumes, outros produtos são retirados do Brasil e usados na França. Na Amazônia, a mineradora francesa, Imerys, protagonizou um dos piores casos de poluição da região.
Em 1 mês, a companhia foi responsável por 5 vazamentos de metais tóxicos nas águas de Barcarena, no Pará, causando dano à saúde de aproximadamente 7 mil pessoas.
A empresa foi condenada em 77 milhões de reais em multas pela justiça brasileira, sendo obrigada a fornecer água e cesta básica para os moradores da região. Além disso, foi proibida de armazenar os minerais causadores dos estragos ambientais.
Assista agora ao documentário Cortina de Fumaça
Os casos relatados acima são a ponta do iceberg, o documentário Cortina de Fumaça aborda em detalhes alguns dos principais interesses por trás do alarmismo com as queimadas.