Para Cifuentes, são características das pessoas imaturas:
- a autoafirmação individualista;
- o contraste entre a idealização extraordinária e a uma decepção com a realidade concreta;
- a preponderância dos impulsos sobre as ideias e as convicções;
- a instabilidade emocional;
- a falta de avaliação objetiva da realidade,
- a desproporção entre o muito que se deseja e o pouco que se é capaz de realizar,
- a ausência de equilíbrio para discernir quando deve ousar e agir sozinho e quando valer-se da experiência dos outros,
- a carência de ponderação para encontrar o justo meio entre dois extremos;
Para amadurecer e lidar com esses problemas emocionais, Cifuentes recomenda enxergar a vida de outra maneira: é necessário buscar cumprir os deveres de estado, ou seja, aquelas obrigações mais concretas e próximas.
O foco psicológico devem ser os elementos objetivos, diminuindo a força da subjetividade para que ela se submeta à razão. São Josemaría Escrivá de Balaguer, fundador da prelazia que Dom Rafael Llano Cifuentes fazia parte, comenta sobre a beleza na vida ordinária. Para ele:
"Viste como levantaram aquele edifício de grandeza imponente? Um tijolo, e outro. Milhares. Mas, um a um. E sacos de cimento, um a um. E blocos de pedra, que são bem pouco ante a mole do conjunto. E pedaços de ferro. E operários trabalhando, dia após dia, às mesmas horas...
Viste como levantaram aquele edifício de grandeza imponente? À força de pequenas coisas!" (Amigos de Deus, 134, 2).
Em outro momento, ele diz:
"A vocação cristã consiste em transformar em poesia heróica a prosa de cada dia. Na linha do horizonte, meus filhos, parecem unir-se o céu e a terra. Mas não: onde de verdade se juntam é no coração, quando se vive santamente a vida diária" (Homilia Amar o Mundo Apaixonadamente).
- As dicas mencionadas de Jordan Peterson também ajudam no processo de viver uma vida mais objetiva com realizações concretas. Confira o artigo sobre as 12 Regras Para a Vida para saber mais sobre o tema.
Segundo o psiquiatra Viktor Frankl, descobrir o sentido da própria vida, a própria vocação, é essencial para conseguir amar o cotidiano e se tornar uma pessoa mais madura.
Encontrando a própria vocação
Viktor Frankl tornou-se famoso por seu best-seller internacional Em busca de sentido e por ter participado de aulas com Freud e Adler. No seu livro mais famoso, o psiquiatra relata suas experiências como prisioneiro do campo de concentração nazista de Auschwitz.
Ele observou que um aspecto fundamental predizia se seus companheiros de reclusão iriam morrer ou viver: a percepção de um sentido para a vida. Os prisioneiros que tinham algo maior na vida conseguiam forças para sobreviver a todo aquele sofrimento e todas as condições precárias. Frankl foi um deles.
O psiquiatra sustenta que encontrar um sentido para a vida, uma vocação, não é necessário somente nessas situações extremas. Encontrar o sentido da vida serve para qualquer pessoa que queira alcançar uma vida madura e realizada.
A logoterapia
Frankl desenvolveu a logoterapia, um plano psicológico para encontrar a maturidade através do desenvolvimento da própria vocação. O ser humano não deve buscar a felicidade, mas sim uma razão para viver, afirma Frankl.
Por exemplo: para uma pessoa ter o prazer que o chocolate lhe proporciona, é preciso buscar o chocolate, não a sensação de prazer.
Se uma pessoa busca a felicidade, ela não terá algo que gere o sentimento de realização. É preciso fazer algo substancial na vida, que corresponda à própria vocação. Isso pode fazer com que a pessoa vá amadurecendo e um dia seja alguém realizado.
Ter um alvo principal na vida direciona e dá força a biografia de uma pessoa, defende Frankl, trazendo verdadeira maturidade. Aquele que sabe onde quer chegar não é abalado por acontecimentos pequenos que não o desviam da sua rota, como fofocas, ofensas falsas e outras questões pequenas.
Mas como encontrar a própria vocação?
Encontrando a vocação
Para Frankl, o sentido da vida pode ser visto como aquilo que a vida demanda que seja feito em cada circunstância concreta, no aqui e agora, em uma ação na qual não podemos ser substituídos.
Isso significa que o sentido não pode ser atribuído aleatória e arbitrariamente por parte do indivíduo, mas deve ser extraído dos talentos naturais e no apelo das situações em que ele se encontra.
Cada ser humano possui gostos, talentos e circunstâncias que levam a algum tipo de objetivo na vida.
A profissão ideal geralmente é a que se comunica com a vocação. Ver sentido no trabalho e nos demais segmentos da vida dá forças para fazer o que tem que ser feito.
O psiquiatra Bruno Lamoglia ensina a passar pelo processo de desenvolvimento da personalidade para alcançar a maturidade.
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