A dificuldade para muitas pessoas é entender e lembrar o que leram. Para tirar o máximo proveito de um livro, algumas técnicas de leitura podem ser muito úteis. Um dos principais autores que ensina como ler melhor é Mortimer Adler. Ele e Charles Van Doren escreveram a obra Como Ler Livros? O Guia Clássico para a leitura inteligente. Veja as 11 regras de leitura resumidas de forma facilitada.
Em 1940, Como Ler Livros foi publicado pela primeira vez e tornou-se um fenômeno raro, um best-seller. Para muitos, ele já nasceu clássico e é considerado o melhor livro para orientar a compreensão de uma leitura.
Abaixo estão resumidos os principais níveis de leitura e como atingir cada um deles, desde a leitura elementar e rápida até a leitura analítica e sintópica. Há formas corretas de aprender e de criticar cada tipo de obra.
Para aprender como ler um livro, é necessário classificá-lo em tipos. As técnicas de leitura de cada um são diferentes.
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Por que a obra Como Ler Livros de Mortimer Adler e Charles Van Doren é importante?
Ela aumenta a capacidade de tirar bom proveito das leituras. Milhares de leitores comprovaram esta eficácia desde a primeira publicação do livro.
A obra de Mortimer Adler e Charles Van Doren tem mais de 400 páginas. A intenção dos autores foi abordar com profundidade e abrangência o tema de como ler um livro. Apesar seja grande, o volume é dividido em seções curtas e fáceis de ler.
Em 1970, os autores foram apresentadores de um programa de TV nos Estados Unidos. Os episódios ensinavam justamente A Arte da Leitura.
A última edição de Como Ler Livros foi publicada pela editora É Realizações. A versão de 1972 reformulou completamente as edições de 1940 e 1967. A nova versão contém trechos inéditos e mudanças na abordagem.
A obra fez tanto sucesso que, durante meses, foi a mais vendida nos EUA para suprir o problema da educação. Mais de meio milhão de exemplares foram impressos. No Brasil, foi também um sucesso de vendas.
Adler e Van Doren ensinaram que o conhecimento é dividido em diferentes tipos:
Informação, extraída de um autor no mesmo nível do leitor;
Conhecimento prático, realizado na experiência;
Compreensão, quando se tem um primeiro contato com uma ideia.
Como Ler Livros explica bem cada um destes tipos e como realizá-los da melhor forma.
A série Pátria Educadora da Brasil Paralelo aborda o tema da educação no Brasil, sua trajetória e problemas atuais. São três episódios gratuitos e imperdíveis.
Em geral, a alfabetização não prepara uma pessoa para níveis mais avançados de leitura. Justamente isto será explicado nos próximos tópicos.
Resumo de Como Ler Livros? O Guia Clássico para a leitura inteligente
Imagem mostrando vários livros abertos em diferentes posições.
Os autores ensinaram como praticar a leitura. Seguindo os passos que eles deixaram e que serão listados, é possível ler melhor. Os níveis de leitura são: elementar, inspecional, analítico e sintópico.
Como Ler Livros é mais do que um guia de leitura, é um tratado sobre filosofia e educação.
As quatro partes da obra são:
As dimensões da leitura;
O terceiro nível de leitura: a Leitura Analítica;
Como ler diversos assuntos;
Os fins últimos da leitura.
Não é simplesmente uma questão de leitura mais rápida, leitura dinâmica ou algo semelhante. Adler e Van Doren ensinam como o leitor pode descobrir o propósito de cada livro e como lê-lo da maneira correta.
Logo no início de Como Ler Livros, são descritos os motivos primários que levam uma pessoa a querer ler.
Por que lemos?
Os três motivos básicos são a busca por:
Entretenimento;
Informação;
Conhecimento.
Entender um conteúdo é passar de um entendimento inferior para um superior.
“Aprender com um livro é aprender com um professor ausente. Ao terminar a leitura, o ideal é saber mais do que antes dela, conhecendo mais.”
Isto só será possível trilhando um caminho específico, com 4 níveis.
Quais são os 4 níveis de leitura?
Elementar. É a alfabetização, a decodificação das frases para saber o que está sendo dito. Neste nível, o leitor deve ser capaz de responder à seguinte pergunta: O que diz a frase?
Inspecional. É a extração do máximo do livro em um curto espaço de tempo. É preciso folheá-lo sistematicamente para saber qual é seu tema principal;
Analítico. É a leitura completa, intensa e ativa. O livro é “mastigado e digerido”;
Sintópico. É a leitura de muitos livros, ordenando-os em relação ao assunto principal abordado em todos. A comparação entre eles é feita e a partir dela pode surgir uma análise que não está em nenhum deles.
Cada nível mencionado será detalhado ao longo deste artigo.
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A Leitura Elementar
Para realizar a leitura elementar, é preciso ter:
Prontidão para a leitura;
Prontidão física;
Prontidão intelectual;
Prontidão linguística.
Para que todos estes requisitos sejam atendidos, o indivíduo precisa ter domínio do vocabulário e desenvolvê-lo de forma mais abrangente. Precisa ser alfabetizado de forma funcional e lidar com o contexto das leituras.
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A Leitura Inspecional
Ela está dividida em duas fases:
Pré-leitura ou sondagem sistemática
O livro precisa ser sondado. O intuito é descobrir seu conteúdo, seu tipo e a intenção do autor.
Examine a folha de rosto, o prefácio e o sumário;
Consulte o índice remissivo;
Leia a contracapa e a sobrecapa;
Examine os capítulos que pareçam conter o argumento principal;
Folheie o livro;
Leia duas ou três páginas finais e o epílogo.
“A técnica de leitura consiste em ler como um detetive. No final, o leitor saberá onde na estante o livro deve ficar, porque saberá o seu tipo.”
Leitura superficial
“Ao encarar um livro difícil pela primeira vez, leia-o sem parar, isto é, leia-o sem se deter nos trechos mais espinhosos e sem refletir nos pontos que ainda permanecem incompreensíveis”.
Isso permite uma maior compreensão na segunda leitura. Isto deve acontecer de forma rápida, mas é preciso saber quando deter-se em uma leitura mais lenta.
“Nenhum livro deve ser lido mais lentamente do que merece, e nenhum livro deve ser lido mais rapidamente do que seu aproveitamento e compreensão exigirem”.
Em Como Ler Livros, Mortimer Adler sugere usar os dedos para se acostumar a um ritmo mais veloz. Ao passar os dedos pelas frases, os olhos acompanham sua velocidade. Quanto mais rápido o dedo, mais rápida é a leitura.
Como ler um livro? A técnica da leitura exigente
Para compreender melhor o livro e lembrar-se do que foi lido ao terminar uma obra, é fundamental responder às quatro questões seguintes.
O livro fala sobre o quê?
O que exatamente está sendo dito, e como?
O livro é verdadeiro? Em todo ou em parte?
E daí?
A quarta pergunta soa estranha, mas é uma das mais importantes. É preciso saber qual a diferença que o livro fez em sua vida. Ao respondê-la, você saberá o que sua leitura acrescentou.
Para mais estudos, assista às produções gratuitas da Brasil Paralelo. Milhões de brasileiros já aprenderam muito com elas.
Além de responder às quatro perguntas fundamentais, outra dica em Como Ler Livros é anotar nas páginas enquanto se lê.
Por que escrever no livro?
De acordo com o autor, ao fazer isso pode-se tirar bons proveitos.
Escrever mantém o leitor desperto;
Ler é pensar e o pensamento se expressa na escrita;
Anotar ajuda a lembrar.
Dicas: Sublinhe, faça linhas verticais nas margens, asteriscos nas páginas importantes, números nas margens que fazem referências a outras partes do livro ou de outros livros, circule palavras-chave e escreva nas margens.
“Ler é conversar com o autor”.
Fazer anotações faz parte deste diálogo.
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Quais são os 3 tipos de anotações?
Imagem da página de um livro com anotações do leitor.
A sugestão do autor é fazer a seguinte divisão:
Anotações estruturais. Respondem às perguntas “Qual o tipo do livro?”, “O que ele diz?”, “Qual a estrutura e conceitos do argumento?”. Recomenda-se já ter estas notas escritas no sumário.
Anotações conceituais. São as ideias que se têm durante a leitura, anotadas ao longo do livro.
Anotações sobre o perfil do debate. São dialéticas e normalmente feitas em papéis à parte.
Faz-se o hábito quando é realizado repetidas vezes, com constância. É preciso conhecer as regras e praticá-las. Por isso, treine as regras que serão ensinadas a seguir.
A Leitura Analítica
Mortimer Adler divide a Leitura Analítica em três estágios e em uma sequência de 11 regras de leitura para obter o máximo proveito do conteúdo.
Neste resumo de Como Ler Livros, as regras são simplificadas. Para compreender plenamente o que o autor quis ensinar, é muito importante a leitura do livro em sua totalidade.
As 11 regras de leitura – Entenda a melhor forma de ler um livro
Livro aberto com um lápis em cima.
Regra 1
Você deve saber que tipo de livro está lendo antes mesmo de começar. Faça a classificação de acordo com o título e o assunto.
É preciso radiografar o livro. Os bons livros possuem uma unidade e uma organização de suas partes.
As obras expositivas transmitem conhecimento. Basicamente, são teóricas ou práticas.
As obras teóricas são de ciência pura, como história, filosofia, etc. Elas ensinam algo e é justamente nelas que estas regras são aplicadas. As obras práticas são sobre um conhecimento orientado para a ação, focando em “como fazer”.
Regra 2
Expresse a unidade do livro em uma única frase ou em algumas poucas.
Responda: Sobre o que é o livro? Você deve ser capaz de dizer qual é o tema central, o ponto principal.
Regra 3
Exponha as partes principais do livro e mostre como elas estão ordenadas em relação ao todo. Enumere as partes principais em ordem.
Por exemplo, a trama comum dos romances pode ser simplificada da seguinte forma: um garoto conhece uma garota, apaixona-se, perde-a e depois a recupera. Em tal capítulo acontece isso; e no outro, aquilo.
O foco principal da terceira regra é explicar as partes do livro em relação ao fio condutor de toda a trama, que vai do começo ao fim.
Regra 4
Descubra quais foram os problemas do autor. Você precisa saber qual foi a principal pergunta que o próprio autor tentou responder.
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Regra 5
Encontre as palavras importantes e, através delas, entre em acordo com o autor.
Isto significa encontrar o sentido comum das palavras, entrar em sintonia com o autor e com o contexto para evitar as ambiguidades que possam ser um ruído na leitura. Será muito prejudicial entender uma palavra de uma forma que o autor não queria que ela fosse entendida.
Para saber quais são as palavras mais importantes, que merecem ser destacadas, existem algumas técnicas. O autor naturalmente enfatiza algumas palavras, repete-as e escreve as outras em função delas. É preciso separar as palavras mais técnicas e conceituais, que nomeiam conceitos-chave, das palavras mais genéricas e coloquiais.
Por exemplo: Em A Riqueza das Nações de Adam Smith, as palavras que mais merecem destaque são: riqueza, trabalho, capital, propriedade, salário, lucro, aluguel, mercadorias, preço, câmbio, produtivo, improdutivo, moeda.
Já emA Origem das Espécies de Charles Darwin, outras palavras recebem mais atenção: Espécie, variedade, gênero, seleção, sobrevivência, adaptação, hábito, aptidão, criação.
Quando nos depararmos com as palavras importantes para o autor, devemos nos perguntar quantos sentidos ela tem. Uma dica de Adler para contribuir com a leitura é:
“Descobre-se o sentido de uma palavra não entendida por meio do significado de todas as conhecidas”.
Para estarmos de acordo com Euclides, por exemplo, precisamos saber o que significa “ponto”, aquilo que não tem partes.
Regra 6
Marque as frases mais importantes do livro e descubra as proposições que elas contêm.
Dica: As frases mais importantes são muitas vezes justamente as mais difíceis de entender, ou as que o autor passa mais tempo explicando. São partes imprescindíveis ao seu argumento.
Essas frases contêm as palavras-chave e seus conceitos.
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Regra 7
Localize ou formule os argumentos básicos do livro com base nas conexões entre as frases.
As frases mais importantes são as que mais desafiam a inteligência, as que exigem mais. Por isso, são as que mais ensinam. Podem ser premissas afirmativas ou negativas que sustentam um argumento ou sua conclusão.
As proposições contidas nas frases são os entendimentos que elas expressam. Para saber se você entendeu a proposição que uma frase enuncia, explique o que você leu com suas próprias palavras.
Ao fazer isso, você diz a mesma coisa usando outros códigos, ou seja, outras letras. Isto demonstra que você compreendeu o que está além das palavras e consegue enunciar de formas diferentes.
Caso não consiga fazer isso, significa que as palavras foram transmitidas, mas não o conhecimento (a proposição). Leia novamente até conseguir.
Além disso, você deve ser capaz de pensar em aplicações para o que você leu, em vivências, exemplos e analogias.
Caso o argumento do autor não esteja explícito, você é quem deverá construí-lo. Para isso, é necessário unir frases de parágrafos diferentes até alcançar uma sequência argumentativa.
Cada argumento possui uma limitação de afirmações e podem ser indutivos ou dedutivos.
Dedutivos: Afirmações gerais para outras generalizações ou para entender fatos específicos;
Indutivos: Parte-se de um ou mais fatos específicos para generalizações.
Para elaborar o argumento é preciso ter clareza em dois pontos.
Note qual é a suposição e o que precisa ser provado. O início de um bom argumento é uma premissa autoevidente, do tipo que não precisa de nenhuma prova, com a qual todos devem concordar.
Regra 8
Descubra quais são as soluções do autor. Ele conseguiu resolver o que propôs?
Regra 9
Você tem de dizer com razoável grau de certeza “eu entendo” antes que possa dizer “concordo”, “discordo” ou “suspendo meu julgamento”.
É preciso entender que crítica não é sinônimo de discórdia. O crítico não pode ser juiz antes de ser leitor. A crítica é uma resposta ao autor.
Aquele que diz a frase abaixo não segue este princípio e está fechado ao conhecimento:
“Não entendi o que você disse, mas acho que você está errado”.
Nota: Não leia para criticar, leia para pensar e ponderar. Para aprender, usamos nossa capacidade de julgamento independente.
A educação contemporânea valoriza a crítica de maneira oposta. Assista à série Pátria Educadora para entender o problema da educação brasileira.
Regra 10
Quando discordar, faça-o de maneira sensata, sem gerar disputas ou discussões.
Para entender bem esta regra, Mortimer recorda em Como Ler Livros uma frase de Aristóteles:
“A piedade exige que honremos a verdade acima de nossos amigos”.
Portanto, o mais importante é conhecer a verdade, não vencer o debate.
Regra 11
Respeite a diferença entre conhecimento e opinião, fornecendo as razões para quaisquer julgamentos críticos que fizer.
Dica para resolver discórdias:
Deixe as emoções de lado;
Explique as premissas e pressuposições;
Seja imparcial para evitar cegueiras partidárias.
Formas de discordar:
Você está desinformado (Qual conhecimento está faltando?);
Você está mal informado (O que não é verdadeiro?);
Você é ilógico e seu raciocínio não é coerente (Falácia);
Sua análise está incompleta (Problema não resolvido).
Para complementar esta estratégia, outros suportes podem ser necessários.
O que é leitura extrínseca?
Esta é aquela que se faz tendo-se em vista outro livro. Lemos obras de apoio ao livro que realmente queremos entender.
Elas podem conter um tipo de experiência que não temos e que é necessária para entender um assunto. Podem ser outros livros, comentários, resumos (melhores após a leitura do livro), obras de referência.
Estão incluídos dicionários e enciclopédias. Mas para usá-los corretamente é preciso ter uma ideia do que se quer saber. Sem isso, eles não servirão. Temos de saber encontrar o assunto em dicionários e enciclopédias, como as obras estão organizadas e o que podem responder.
Como ler diversos assuntos?
As 11 regras de leitura em Como Ler Livros de Mortimer Adler não são aplicáveis a todos os tipos de livros. Outros gêneros possuem formas mais adequadas para serem bem compreendidos.
Transforme seus momentos de “tempo jogado fora” em conhecimento com o Teller! Comece agora a ouvir audiolivros que vão mudar sua vida. Realizamos uma curadoria exclusiva para trazer apenas os melhores livros de grandes autores, trazendo temas como Psicologia, Literatura, Filosofia, História, Política, Economia e muito mais - Toque aqui para saber mais sobre o Teller.
Como ler livros práticos?
Este tipo de livro enuncia regras mais ou menos gerais e os princípios que regem estas regras. Os problemas práticos são resolvidos com a ação, não com o livro em si.
O julgamento é baseado nas seguintes perguntas: As regras funcionam? Elas cumprem o que propõem?
Em um livro prático, o que o autor quer mostrar é o que ele quer que façamos. Como ele quer isso?
Como ler livros imaginativos?
Pôster do filme Alice no País das Maravilhas.
Primeiro, é mais benéfico entender como não ler as obras imaginativas.
A finalidade dos romances, novelas, poemas, peças de teatro, dramaturgias, epopeias e afins é o de serem artes finas. Isto significa que estas obras possuem um fim em si mesmas.
A ficção possui um apelo primário à imaginação, à experiência profunda. Na Leitura Analítica lemos como uma ave de rapina. Na imaginativa, devemos estar abertos às impressões que a obra deseja causar na alma.
Elas pretendem fazer com que o leitor tenha uma experiência, mais do que um conhecimento extra.
A maneira de lidar com a linguagem também é diferente. Não procuramos termos, proposições ou argumentos. Em uma poesia, por exemplo, as afirmações não têm a pretensão de ser lógicas. Por licença poética, podem ser obscuras.
Romances, narrativas e afins ensinam de maneira derivada e não direta. Propiciam uma experiência, e aprendemos com a vida dos personagens.
Ao ler e viver as experiências dos personagens, o efeito da leitura foi cumprido. Trata-se de um mergulhar em um outro mundo, com outras regras. Colocar-se em novos cenários, ao lado dos personagens vivendo cada qual seu drama e sentindo junto com eles o que é próprio daquele momento.
Obras imaginativas também não podem ser julgadas com critérios de verdade e coerência que são devidos à comunicação do conhecimento. Na ficção, a “verdade” é a verossimilhança.
Por exemplo, não é inverossímil que um mago use magia em uma ficção.
Regras gerais para romances, poemas e peças teatrais:
Regras estruturais
É preciso classificar se é um teatro, romance, novela, poema, epopeia, etc. Descobre-se então a unidade narrativa, que é o enredo. Finalmente, descobre-se como o todo é composto de suas partes.
Regras interpretativas
Cria-se familiaridade com os personagens para viver com eles, através de sua visão, os eventos vividos por eles. Familiariza-se também com o mundo em que eles vivem. Uma vez feito isto, basta segui-los em suas aventuras.
Regras críticas
Não se critica este tipo de obra até ter vivido e apreciado completamente a experiência que o autor desejava. A crítica é baseada no gosto, se gostamos ou não. Ela não envolve o critério da verdade ou da mentira.
Por último, a beleza da obra está relacionada com o prazer que temos quando a conhecemos bem.
Experimente imergir nas séries da Brasil Paralelo. São produções com qualidade cinematográfica. Ao fazer isso, você aprende e se entretém ao mesmo tempo.
Como ler narrativas, peças e poemas?
Como já vimos, escritos imaginativos são artes finas, pois têm em si mesmos o seu fim. Para lê-los, basta experimentá-los, prová-los.
Por isso, o ideal ao ler narrativas é lê-las rapidamente. Esta dica é para que o leitor viva o mais intensamente possível os acontecimentos daquelas vidas fictícias.
A sugestão de Mortimer Adler é que todos tenham a experiência de ler Homero, Virgílio, Dante e Milton.
Ao ler peças teatrais, devemos fingir ver a representação no palco. E a poesia lírica deve ser lida até o fim sem parar para reforçar a unidade. Em seguida, lê-la novamente em voz alta.
Como ler livros de história?
É preciso ler mais de um relato sobre um acontecimento ou um período. O evento em estudo possui importância prática?
O bom livro de história também é universal.
“A história é a narrativa do que nos trouxe até aqui”.
Com historiadores, podemos aprender sobre o presente e o futuro. É por isso que lemos sobre o passado; para saber como os homens agem em todos os tempos e lugares.
Outra habilidade de leitura, mais avançada, é a de comparar diferentes livros.
Leitura Sintópica
PRIMEIRA PARTE – Inspeção de campo preparatória
Preparar a bibliografia provisória consultando orientadores, bibliotecas, bibliografias, dicionários, enciclopédias;
Inspecionar os livros da bibliografia provisória para ter certeza – ou não – de que abordam o que precisamos.
SEGUNDA PARTE – Como proceder?
Encontrar passagens relevantes;
Fazer os autores entrarem em acordo;
Esclarecer questões;
Definir divergências;
Analisar a discussão.
Os fins últimos da leitura
Como Ler Livros é um programa de estudos. A Leitura Sintópica, que foi explicada, é exatamente o nível em que o indivíduo adquire uma conversação civilizacional. Esta é a capacidade de dialogar com a civilização, com vários autores. Ao mesmo tempo, vários temas e modos diferentes são assimilados em suas semelhanças e diferenças.
Ao fazer a Leitura Sintópica, o leitor consegue entender a mensagem própria de cada livro e situá-lo no pensamento universal.
Adler e Van Doren sugerem que o conjunto de obras que uma pessoa vai ler seja como uma pirâmide. A base deve ser larga para sustentar um crescimento contínuo. Com o passar do tempo, há uma seleção maior dos livros a serem escolhidos, afunilando o processo.
Outro grande aprendizado que se conquista com a obra Como Ler Livros é a economia de tempo. Algumas obras demandam mais tempo, outras não. O ideal é não despender mais tempo do que o necessário com leituras superficiais.
As obras mais relevantes para cada um são as que merecem mais dedicação. É preciso aprender a não terminar um livro se ele não for bom. Chegar ao fim simplesmente por chegar, para dizer que leu, não traz proveito.
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A importância dos clássicos
Para Adler, os clássicos foram os livros que transmitiram grandes ideias à humanidade pela primeira vez. Eles ditam a forma como outros livros são lidos e como a própria realidade é entendida.
Pensando nisso, em Como Ler Livros há um apêndice com uma lista de clássicos e uma seção com testes para exercitar os níveis de leitura. As perguntas feitas abrangem vários gêneros literários.
Lista de clássicos que todos deveriam consultar antes de ler
São mais de 130 sugestões de autores clássicos. Cada um deve priorizar o que esteja buscando no momento ou de acordo com seu próprio interesse. A lista abaixo serve como um panorama do repertório indicado por Adler e Van Doren.
Aristóteles Obras (especialmente Organon, Física, Metafísica, Da Alma, Ética a Nicômaco, Política, Retórica, Poética)
Epicuro Carta a Heródoto Carta a Meneceu
Euclides Elementos (de Geometria)
Arquimedes Obras (especialmente Do Equilíbrio dos Planos, Dos Flutuantes, O Arenário)
Apolônio de Perga Sobre as Seções Cônicas
Cícero Obras (especialmente Orações, Da Amizade, Sobre a Velhice)
Lucrécio Sobre a Natureza das Coisas
Virgílio Obras
Horácio Obras (especialmente as Odes e os Epodos, e A Arte da Poesia)
Lívio História de Roma
Ovídio Obras (especialmente as Metamorfoses)
Plutarco Vida dos Nobres Gregos e Romanos Moralia
Tácito Histórias Anais Agrícola Germânia
Nicômaco de Gerasa Introdução à Aritmética
Epicteto Discursos Enchyridion (Manual)
Ptolomeu Almagesto
Luciano Obras (especialmente Sobre o Modo de Escrever História, Uma História Verídica, Leilão de Vidas)
Marco Aurélio Meditações
Galeno Sobre as Faculdades Naturais
Novo Testamento
Plotino Enéadas
Santo Agostinho Obras (especialmente Sobre o Ensino, Confissões, A Cidade de Deus, A Doutrina Cristã)
A Canção de Rolando
A Canção do Nibelungo
A Saga de Njal
Santo Tomás de Aquino Suma Teológica
Dante Alighieri Obras (especialmente Vida Nova, Sobre a Monarquia e A Divina Comédia)
Geoffrey Chaucer Obras (especialmente Troilo e Créssida e Os Contos de Canterbury)
Leonardo da Vinci Cadernos
Nicolau Maquiavel O Príncipe Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio
Erasmo de Rotterdam O Elogio da Loucura
Nicolau Copérnico Sobre as Revoluções das Esferas Celestiais
Thomas More Utopia
Martinho Lutero Três Tratados Conversas à Mesa
François Rabelais Gargântua e Pantagruel
João Calvino Institutos da Religião Cristã
Michel de Montaigne Ensaios
William Gilbert Sobre o Ímã e os Corpos Magnéticos
Miguel de Cervantes Dom Quixote
Edmund Spenser Protalâmio A Rainha das Fadas
Francis Bacon Ensaios A Evolução do Aprendizado Novo Organum Nova Atlântida
William Shakespeare Obras
Galileu Galilei O Mensageiro das Estrelas Duas Ciências Novas
Johannes Kepler Epítome da Astronomia de Copérnico Sobre a Harmonia do Mundo
William Harvey Sobre o Movimento do Coração e do Sangue nos Animais Sobre a Circulação do Sangue Sobre a Geração dos Animais
Thomas Hobbes Leviatã
René Descartes Regras para a Direção da Mente Discurso sobre o Método Geometria Meditações sobre a Filosofia Primeira
John Milton Obras (especialmente Poemas Curtos, Areopagitica, Paraíso Perdido e Samson Agonistes [Sansão Guerreiro])
Molière Comédias (especialmente O Misantropo, Escola de Mulheres, O Doente Imaginário e Tartufo)
Blaise Pascal As Provinciais Pensamentos Tratados Científicos
Christiaan Huygens Tratado sobre a Luz
Espinosa Ética
John Locke Carta sobre a Tolerância Sobre o Governo Civil (o segundo dos Dois Tratados sobre o Governo) Ensaio sobre o Entendimento Humano Alguns Pensamentos sobre a Educação
Jean Baptiste Racine Tragédias (especialmente Andrômaca e Fedra)
Isaac Newton Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica Óptica
Gottfried Wilhelm von Leibniz Discurso de Metafísica Novos Ensaios sobre o Entendimento Humano Monadologia
Daniel Defoe Robinson Crusoé
Jonathan Swift História de um Tonel Diário para Stella As Viagens de Gulliver Modesta Proposição
William Congreve Assim Vai o Mundo
George Berkeley Tratado sobre os Princípios do Conhecimento Humano
Alexander Pope Ensaio sobre a Crítica O Rapto da Madeixa Ensaio sobre o Homem
Charles de Secondat, barão de Montesquieu Cartas Persas O Espírito das Leis
Samuel Johnson A Vaidade dos Desejos Humanos Dicionário A História de Rasselas, Príncipe da Abissínia Vida dos Poetas Ingleses (especialmente os ensaios sobre Milton e Pope)
David Hume Tratado sobre a Natureza Humana Ensaios Morais e Políticos Uma Investigação sobre o Entendimento Humano
Jean Jacques Rousseau Discurso sobre a Origem da Desigualdade Discurso sobre a Economia Política Emílio O Contrato Social
Laurence Sterne Tristram Shandy Viagem Sentimental através da França e da Itália
Adam Smith Teoria dos Sentimentos Morais Riqueza das Nações
Immanuel Kant Crítica da Razão Pura Princípios Fundamentais da Metafísica da Moral Crítica da Razão Prática Doutrina do Direito Crítica da Faculdade do Juízo A Paz Perpétua
Edward Gibbon Declínio e Queda do Império Romano Autobiografia
James Boswell Journal [Diário] (especialmente o London Journal [Diário de Londres]) Vida de Samuel Johnson
Antoine Laurent Lavoisier Elementos de Química
John Jay, James Madison e Alexander Hamilton O Federalista (também Artigos da Confederação, Constituição dos Estados Unidos e Declaração de Independência)
Jeremy Bentham Uma Introdução aos Princípios da Moral e da Legislação Teoria das Ficções
Johann Wolfgang von Goethe Fausto Poesia e Verdade
Jean-Baptiste Joseph Fourier Teoria Analítica do Calor
Georg Wilhelm Friedrich Hegel Fenomenologia do Espírito Princípios da Filosofia do Direito Filosofia da História
William Wordsworth Poemas (especialmente Lyrical Ballads [BaladasLíricas], Lucy Poems [Poemas de Lucy], sonetos; The Prelude [O Prelúdio])
Samuel Taylor Coleridge Poemas (especialmente Kubla Khan e A Balada do Velho Marinheiro) Biografia Literária
Jane Austen Orgulho e Preconceito Emma
Karl von Clausewitz Da Guerra
Stendhal O Vermelho e o Negro A Cartuxa de Parma Sobre o Amor
George Gordon, Lord Byron Don Juan
Arthur Schopenhauer Estudos sobre o Pessimismo
Michael Faraday A História Química de uma Vela Pesquisas Experimentais em Eletricidade
Charles Lyell Princípios de Geologia
Auguste Comte Curso de Filosofia Positiva
Honoré de Balzac O Pai Goriot Eugénie Grandet
Ralph Waldo Emerson Homens Representativos Ensaios Diário
Nathaniel Hawthorne A Letra Escarlate
Alexis de Tocqueville A Democracia na América
John Stuart Mill Sistema de Lógica Dedutiva e Indutiva Sobre a Liberdade Considerações sobre o Governo Representativo Utilitarismo A Sujeição das Mulheres Autobiografia
Charles Darwin A Origem das Espécies A Descendência do Homem Autobiografia
Charles Dickens Obras (especialmente As Aventuras do Sr. Pickwick, David Copperfield e Tempos Difíceis)
Claude Bernard Uma Introdução ao Estudo da Medicina Experimental
Henry David Thoreau Desobediência Civil Walden
Karl Marx O Capital (também O Manifesto Comunista)
George Eliot Adam Bede Middlemarch
Herman Melville Moby Dick Billy Budd
Fiódor Dostoiévski Crime e Castigo O Idiota Os Irmãos Karamázov
Gustave Flaubert Madame Bovary Três Histórias
Henrik Ibsen Peças (especialmente Hedda Gabler, Casa de Boneca e O Pato Selvagem)
Leon Tolstói Guerra e Paz Anna Karenina O que é Arte? Contos (Twenty-Three Tales)
Mark Twain As Aventuras de Huckleberry Finn The Mysterious Stranger [O Estrangeiro Misterioso]
William James Princípios de Psicologia As Variedades da Experiência Religiosa Pragmatismo Ensaios de Empirismo Radical
Henry James Os Americanos Os Embaixadores
Friedrich Wilhelm Nietzsche Assim Falou Zaratustra Além do Bem e do Mal Genealogia da Moral Vontade de Potência
Jules Henri Poincaré Ciência e Hipótese Ciência e Método
Sigmund Freud A Interpretação dos Sonhos Conferências Introdutórias à Psicanálise O Mal-Estar da Civilização Novas Conferências Introdutórias à Psicanálise
George Bernard Shaw Peças (e seus prefácios; especialmente Homem e Super-Homem,Major Barbara, César e Cleópatra, Pigmalião e Santa Joana)
Max Planck Origin and Development of the Quantum Theory [Origem e Desenvolvimento da Teoria Quântica] Where Is Science Going? [Para Onde Vai a Ciência?] Scientific Autobiography[Autobiografia Científica]
Henri Bergson Time and Free Will [Tempo e Livre-Arbítrio] Matéria e Memória A Evolução Criadora As Duas Fontes da Moralidade e da Religião
John Dewey Como Nós Pensamos Democracia e Educação Experiência e Natureza Lógica – a Teoria da Investigação
Alfred North Whitehead Introdução à Matemática A Ciência e o Mundo Moderno Os Fins da Educação e Outros Ensaios Aventuras das Ideias
George Santayana A Vida da Razão Skepticism and AnimalFaith [Ceticismo e Fé Animal] Persons and Places [Pessoas e Lugares]
Lênin O Estado e a Revolução
Marcel Proust Em Busca do Tempo Perdido
Bertrand Russell Os Problemas da Filosofia Análise da Mente An Inquiry into Meaning and Truth [Uma Investigação sobre o Sentido e a Verdade] Human Knowledge; its Scope and Limits [O Conhecimento Humano; seu Alcance e seus Limites]
Thomas Mann A Montanha Mágica José e seus Irmãos
Albert Einstein O Significado da Relatividade Sobre o Método da Física Teórica A Evolução da Física (com Leopold Infeld)
James Joyce Os Mortos (de Dublinenses) Retrato do Artista quando Jovem Ulisses
Jacques Maritain Arte e Escolástica Os Graus do Conhecimento Os Direitos do Homem e a Lei Natural Humanismo Integral
Franz Kafka O Processo O Castelo
Arnold Toynbee Um Estudo da História A Civilização em Julgamento
Jean-Paul Sartre A Náusea Entre Quatro Paredes O Ser e o Nada
Alexander Soljenítsin O Primeiro Círculo Pavilhão dos Cancerosos
Quem foram Mortimer Adler e Charles Van Doren [Biografia]
Foto de Mortimer Adler em uma palestra.
Mortimer Adler nasceu em Nova York em 1902. Sua família era judia, mas ele converteu-se ao cristianismo. Suas principais referências foram Aristóteles, São Tomás de Aquino, John Locke e John Stuart Mill.
Estudou na escola regular até os 14 anos. Com esta idade, começou a trabalhar no jornal New York Sun. Para aprimorar sua escrita e ser jornalista, ingressou na Universidade de Columbia. Mesmo sem concluir sua graduação, recebeu o título de doutor honorário.
Ele também ensinou psicologia e escreveu obras de filosofia. Publicou diversos livros. Adotava linguagem simples e acessível. Em 1930, foi professor na Universidade de Chicago e fundou instituições como o Center for ther Study of the Great Ideas e o Aspen Institute.
Faleceu aos 98 anos, em 2001.
Charles Van Doren nasceu em 1926 também em Nova York. Foi colaborador de Adler na última edição de Como Ler Livros. Era uma personalidade conhecida na televisão americana na década de 50. Era filho e sobrinho de escritores laureados com o prêmio Pulitzer.
Graduou-se em artes liberais e foi mestre em astrofísica e doutor em língua inglesa. As universidades onde se formou foram Columbia e Cambridge. Lecionou em Connecticut.
Faleceu aos 93 anos, em 2019.
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