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Lula, saída do Mapa da Fome e a ONU - divergência nos dados mostram uma história diferente do que foi divulgado

Por trás das celebrações da suposta saída do mapa da fome, pesquisas das mesmas instituições mostram uma história diferente.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
4/8/2025 15:23
O Brasil saiu do mapa da fome? Divergências de Dados

Em 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemora o fato de ter tirado o Brasil do Mapa da Fome. No Instagram do governo e seus apoiadores, o clima era de festa. Parlamentares da base, influenciadores alinhados trataram o anúncio como uma vitória política do governo.

Após anos de desafio, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, a FAO, da ONU, afirmou que menos de 2,5% da população brasileira está em situação de insegurança alimentar crônica. Um triunfo histórico, segundo aliados de Lula. Por trás das celebrações, pesquisas das mesmas instituições mostram uma história diferente. Talvez a verdadeira pergunta não seja “saímos do Mapa da Fome?”, mas “o que esse mapa realmente mede — e o que ele deixa de fora?”.

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O que você vai encontrar neste artigo?

Em 2022, o Brasil voltou ao Mapa da Fome da FAO, no auge da crise econômica provocada pela pandemia. E não foi o único: países como Espanha e Itália, também afetados pelo cenário global, enfrentaram problemas de insegurança alimentar.

No entanto, os dados oficiais mostram uma reviravolta ainda durante o governo Bolsonaro. Em 2021, a subnutrição começou a cair. Já em 2022, com o PIB crescendo 2,9% e o desemprego recuando para 8,3%, a insegurança alimentar continuou diminuindo. Essa tendência se manteve em 2023, consolidando a recuperação brasileira.

A polêmica dos "33 Milhões com Fome"

Apesar desses dados, o número de 33 milhões de brasileiros passando fome ganhou destaque na campanha eleitoral, sendo amplamente divulgado por veículos de mídia e influenciadores. A estatística veio de um levantamento da Rede PENSSAN, usada pela esquerda para responsabilizar o governo anterior.

Contudo, a ONU, por meio da FAO, apontava um número bem diferente: 15,4 milhões de brasileiros em situação de fome.

  • Veja o vídeo sobre o tema aqui:

Duas metodologias, dois cenários

A discrepância entre os dados da FAO e da Rede PENSSAN se deve às metodologias distintas:

📊 Rede PENSSAN (33 milhões):

  • Coleta entre nov/2021 e abr/2022, ainda no auge da pandemia.
  • Usa a metodologia EBIA, que mede insegurança alimentar leve, moderada e grave, com base em questionários subjetivos sobre o sentimento das famílias em relação às refeições.
  • A pesquisa foi realizada em um momento de alta global de inflação nos alimentos e perda de renda.

🌍 FAO/ONU (15,4 milhões):

  • Utiliza o método PoU (Prevalência de Subnutrição).
  • Baseado em modelos estatísticos que medem se a ingestão calórica está abaixo do mínimo necessário, levando em conta idade, sexo e atividade.
  • Foco em insegurança alimentar grave, com análise quantitativa e objetiva.

Questionamentos sobre a imparcialidade

O jornalista David Agape, do site A Investigação, alerta para a necessidade de cautela ao analisar os números da Rede PENSSAN. A instituição é financiada por fundações como:

  • Open Society Foundation (de George Soros), conhecida por promover pautas progressistas como aborto e ideologia woke.
  • Bill & Melinda Gates Foundation, entre outras.

A suspeita é que os interesses dessas fundações possam ter influenciado a narrativa inflada sobre a fome no Brasil conservador, favorecendo a oposição política.

Além disso, a pesquisa de campo foi feita pelo instituto Vox Populi, denunciado por Antonio Palocci — ex-ministro de Lula — por ter recebido R$ 11 milhões em propina para favorecer o PT em pesquisas eleitorais de 2010.

E o papel do IBGE?

A FAO utiliza dados do IBGE para compor o Mapa da Fome. Atualmente, o instituto é comandado por Márcio Pochmann, indicado por Lula e alvo de denúncias internas por instrumentalização estatística.

Segundo o jornalista Ricardo Rangel, em matéria publicada na Veja:

Marcio Pochmann, presidente Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), informou a seus funcionários que pretende mudar o modelo de divulgação das estatísticas de pesquisas.

'A comunicação do passado era aquela que o IBGE produzia as informações e os dados, fazia uma coletiva e transferia a responsabilidade para o grande público através dos meios de comunicação tradicional. Isso ficou para trás', declarou. Pochmann acredita que há boas experiências ocorrendo no Oriente, e mencionou a China, ditadura sem transparência, recorrentemente acusada de manipular dados. E afirmou que sua prioridade serão as redes sociais".

Críticas também surgiram após erros graves em publicações cartográficas e pela divulgação de um novo Mapa Mundi com o Brasil ao centro, invertendo a orientação tradicional do mapa.

O economista Edmar Bacha, ex-presidente do IBGE, afirmou que a nomeação de Pochmann representa um risco às estatísticas oficiais do país.

Diretor da FAO acusado de ser agente da China

O atual diretor-geral da FAO, responsável por celebrar a retirada do Brasil do Mapa da Fome, é o primeiro cidadão chinês a ocupar o cargo. Ele assumiu em 2019 com apoio explícito do governo de Pequim, o que desperta atenção de analistas geopolíticos, inclusive dos Estados Unidos.

A discussão sobre a fome no Brasil vai muito além dos números. Ela escancara uma disputa de metodologias, narrativas e interesses políticos, onde dados são utilizados como armas retóricas.

Entender as fontes, os métodos e os bastidores por trás das estatísticas é fundamental para formar uma opinião embasada.

A atuação da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) tem sido cada vez mais questionada por agentes internacionais. Uma das principais críticas recai sobre seu diretor-geral, Qu Dongyu, cidadão chinês que assumiu o comando da organização em 2019 com apoio de Pequim.

Acusações de instrumentalização política

Duas figuras de peso na diplomacia norte-americana se pronunciaram: Kevin Moley, ex-embaixador dos EUA na ONU, e Andrew Natsios, ex-administrador da USAID (Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional). Eles acusam Qu Dongyu de usar sua posição na FAO para favorecer os interesses do governo chinês e fortalecer a influência de Pequim nas decisões internacionais.

Segundo os diplomatas, Qu tem promovido a nomeação de diversos cidadãos chineses para posições estratégicas dentro da FAO, o que teria comprometido a imparcialidade da entidade.

Elogios a Kim Jong Un e contradição com Relatórios

Em julho de 2024, durante uma visita oficial à Coreia do Norte, Qu Dongyu elogiou Kim Jong Un por supostas “grandes conquistas” em segurança alimentar e desenvolvimento agrícola.

No entanto, agentes dos EUA contestam esse discurso. Segundo relatórios independentes, o país vive uma situação alimentar extremamente frágil, com fomes recorrentes entre 2018 e 2023 que teriam causado a morte de dezenas de milhares de norte-coreanos, agravadas por inundações, escassez crônica e isolamento econômico.

A geopolítica da Fome

Críticos apontam que a FAO estaria se tornando um instrumento político, promovendo narrativas convenientes aos interesses da China. O caso se insere em um contexto maior de disputa geopolítica, no qual o controle de organismos internacionais como a FAO e a ONU afeta diretamente políticas públicas em diversos países, incluindo o Brasil.

O recente debate sobre os números da fome no Brasil — como analisamos no conteúdo anterior — mostra como dados estatísticos podem ser usados estrategicamente em contextos eleitorais e ideológicos.

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